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Costa diz que coligação não tem de ser "atrevida". "Basta propor”

O líder socialista lamentou que o PSD e o CDS não tenham levado propostas concretas à reunião desta sexta-feira. Sobre a reunião com Os Verdes, disse que tinha sido "produtiva", tal como havia acontecido com PCP.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Outubro de 2015 às 17:42
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E já vão três. O Partido Socialista já contou com três reuniões com partidos. "Houve duas que, de facto, foram produtivas". Foram os casos do PCP e do PEV, que concorreram às legislativas coligados na CDU. A terceira foi "inconclusiva, já que a PàF não apresentou qualquer proposta de matéria para discussão".

 

Ao sair da reunião que teve na tarde de sexta-feira, 9 de Outubro, com o partido Os Verdes, eleitos através da coligação CDU, António Costa centrou-se, nas respostas aos jornalistas, no encontro que, de manhã, havia tido com o PSD e CDS, da coligação Portugal à Frente.


"Tendo esperança de que, para a semana, estejam em condições de fazer uma proposta", aconselhou António Costa. "Não foi discutido nenhum tema em concreto, nomeadamente a Segurança Social. Foi uma extensa reunião sobre o método mas nula de utilidade em matéria de substância". Passos Coelho disse de manhã que, em matéria de Segurança Social, tinha havido um recuo por parte do socialista. 


Para o socialista, quem recebeu a indicação do Presidente da República para aferir condições de governabilidade é que tem de apresentar propostas: "Para nossa surpresa, não foi. Tivemos três horas a discutir método". De manhã, as declarações já tinham apontado para encontros "inconclusivos".

 

Questionado sobre a promessa da coligação de que na próxima semana seria "mais atrevida" nas propostas, Costa pediu apenas propostas. "Não é preciso ser muito atrevido. Basta propor", acrescentou. 

PCP e PEV permitem "trabalho técnico"

Com o PCP e o PEV, "há matérias concretas". "Já é possível fazer um trabalho técnico", acrescentou o líder da segunda força política mais votada nas legislativas de 4 de Outubro. 

 

"O mandato que recebi da comissão política é para que tenha conversas com todas as forças políticas, tendo em vista avaliar as condições de ter um governo estável em Portugal, que permita criar condições para dar uma expressão efectiva à vontade de mudança políticas que os cidadãos expressaram". A ideia de que há uma mudança no Parlamento foi, na tarde desta sexta-feira, novamente repetida pelo secretário-geral socialista.

 

"Ninguém dispõe de maioria, todos temos de ter a humildade de fazer um esforço de procurar encontrar soluções", continuou.

 

António Costa não quis falar sobre a conversa com o Presidente da República, agendada para as 16h da próxima segunda-feira.

 


(Notícia actualizada com mais informações pelas 18h00)

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