Política Costa e Seguro concordam que é preciso repor salários e pensões

Costa e Seguro concordam que é preciso repor salários e pensões

O último debate antes das eleições primárias do PS foi marcado por momentos de agressividade entre os dois candidatos. Porém, nas questões essenciais, como a reposição de salários e pensões, Costa e Seguro estão de acordo.
Bruno Simões 23 de setembro de 2014 às 22:12

Foram os últimos 35 minutos que os militantes e simpatizantes do PS tiveram para tirar as teimas relativamente ao candidato que apoiam. Nas questões fundamentais foi possível perceber que não há diferenças assinaláveis – um aspecto que Seguro não deixou de enfatizar. Ambos os candidatos concordam que é necessário devolver os cortes nos salários dos funcionários públicos e nas pensões. As grandes divergências estão relacionadas com o que cada um fez no passado.

 

Como primeira prioridade assim que chegue ao Governo, Seguro elegeu o "emprego", uma vez que "há mais de um milhão de portugueses que querem trabalhar e não conseguem". Para isso, a ideia do secretário-geral é lançar um "programa de reindustrialização da economia". Costa, por seu turno, disse que a sua prioridade é lançar "lançar um programa de recuperação económica e social" e "resolver o problema da asfixia às empresas".

 

Os candidatos foram depois desafiados e explicar se pensam repor os cortes aos pensionistas. "Sim", prometeu Seguro. Porém, isso "não se faz no dia seguinte" e é preciso esperar pela "recuperação da economia". O autarca de Lisboa também sublinhou ser "fundamental" fazer a reposição das pensões. Porém, ao contrário de Seguro, António Costa considera que isso será "fundamental para termos crescimento", sendo portanto um factor indutor de crescimento e não uma consequência deste.

 

Relativamente aos salários da Função Pública, ambos os candidatos consideraram importante "iniciar a trajectória" de reposição de rendimentos. A convergência levou o moderador do debate a considerar que não havia distinção entre os candidatos. Costa brincou com a situação: "não temos de nos distinguir em tudo, temos a mesma cor da gravata, somos do mesmo clube".

 

Já Seguro aproveitou para argumentar que isso só "prova que esta crise não se justificava", porque "nas questões fundamentais não há diferenças".

 

Agora é fácil, diz Seguro

 

Os candidatos aplicaram depois os argumentos que têm usado na campanha. Costa reafirmou que "o secretário-geral do PS teve todas as oportunidades para afirmar a sua liderança, conduzir o partido, e os resultados foram o que foram". "Estamos hoje aqui porque é necessário que o PS mude para fortalecer o PS e o PS poder corresponder ao que os portugueses anseiam".

 

Seguro não se deixou ficar. "O PS construiu um projecto ao longo destes três anos, com milhares de contributos de socialistas e independentes, ganhou duas eleições, e infligiu à direita a maior derrota que já teve", enumerou. Além disso, "enfrentou um Governo, uma maioria e um Presidente de direita", bem como o presidente da Comissão Europeia. "E só vens agora porque terminou o memorando. Eras o número dois da direcção que subscreveu o memorando. Agora é fácil fazer oposição", acusou.

 

Porém, Seguro diz que os "portugueses sabem fazer a diferença entre um líder que nos momentos mais difíceis avançou, não se refugiou".




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