Política António Costa: "Não compete ao Governo apreciar a actuação" do Banco de Portugal  

António Costa: "Não compete ao Governo apreciar a actuação" do Banco de Portugal  

António Costa assinala que a resolução do Banif surge "depois de três anos de adiamento de soluções" e considera que o que se passou na TAP foi "muito feito". Primeiro-ministro acredita na "viragem da trajectória económica nos próximos anos".
António Costa: "Não compete ao Governo apreciar a actuação" do Banco de Portugal  
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 24 de dezembro de 2015 às 09:35

O primeiro-ministro justifica a intervenção no Banif com a necessidade de "assegurar a plena garantia dos depositantes, os direitos dos funcionários do Banif, e muito em particular a confiança das nossas comunidades emigrantes, que confiaram as suas poupanças ao Banif fora do território nacional".

 

Em entrevista ao Correio da Manhã, publicada esta quinta-feira, 24 de Dezembro, António Costa afirma que a resolução do banco "foi a decisão que tinha que ser tomada, depois de três anos de adiamento de soluções". 

O primeiro-ministro salienta que "não compete ao Governo apreciar a actuação" do Banco de Portugal, que é uma "entidade independente", mas "acalmada a tempestade e com toda a serenidade, em diálogo com o Banco de Portugal e com os outros reguladores, há que revisitar o quadro regulatório que temos ... sem dramas".

 

Na entrevista ao CM, António mostra-se convicto que "o virar da página da austeridade e a reposição do rendimento das famílias constituem, a par da criação de condições para que as empresas possam investir, os dois pilares fundamentais para que a economia possa ser relançada".

 

Assinalando que o objectivo do Governo passa por "reduzir a carga fiscal, quer nos impostos directos, quer nos impostos indirectos", Costa acredita na "viragem da trajectória económica de Portugal nos próximos anos".

 

Sobre a privatização da TAP, António Costa destaca que o que se "passou foi muito feio", com a assinatura do contrato depois do Governo anterior ter sido demitido na Assembleia da República, mas acredita que o Governo vai conseguir "negociar dentro daquilo que são os interesses das partes" para que o Estado recupera a maioria do capital. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI