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Costa Pina diz que Portugal está no "caminho certo" para reduzir o défice

Portugal prometeu cumprir as ambiciosas metas de redução do défice, num esforço para acalmar os receios em torno da sua economia que está a obrigar o governo a pagar juros excepcionalmente altos para financiar a sua dívida, assinala o Financial Times.

Costa Pina diz que Portugal está no "caminho certo" para reduzir o défice
Negócios negocios@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 19:10
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“Estamos no caminho certo e vamos honrar os nossos compromissos em matéria de défice, este ano e no futuro”, declarou hoje Carlos Costa Pina (na foto), secretário de Estado do Tesouro, citado pelo “Financial Times”. “Não há motivos para alarmismos”, acrescentou.

Estas declarações de Costa Pina seguiram-se ao pagamento de juros elevados por parte de Portugal, de 4,69% e 6,24%, respectivamente, numa emissão de dívida a 4 e a 10 anos. Este leilão foi bastante procurado, mas o governo só conseguiu angariar 750 milhões de euros, o que correspondeu à parte inferior do intervalo avançado, salienta o “FT”.

“Portugal e a Irlanda, vistos como as duas economias da Zona Euro mais débeis a seguir à Grécia, têm-se deparado com uma pressão crescente nos últimos dias, por entre os receios de que possam seguir o mesmo caminho que Atenas e ter de pedir ajuda financeira de emergência. Alguns economistas consideram que Portugal está mais vulnerável, devido a um desempenho orçamental abaixo do esperado este ano e também devido ao risco de tensões políticas”, refere o jornal britânico.

Os dados divulgados esta semana mostram que Portugal foi o único membro periférico da Zona Euro que não conseguiu realizar grandes progressos na consolidação das suas finanças públicas este ano, com o défice a aumentar em 400 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2010 face ao período homólogo de 2009, destaca o “FT”.

Christopher Well, analista do Commerzbank, diz – citado pelo jornal de economia britânico - que a meta do governo português de reduzir o défice de 9,4% do PIB em 2009 para 7,3% este ano parece “dificilmente possível”.

O Deutsche Bank, por seu lado, sublinhou que as “disputas políticas” em Portugal poderão minar a confiança na economia do País.

“Os mercados têm de ver sinais claros e consistentes de que o governo está, efectivamente, a implementar o seu programa de redução do défice”, referiu por sua vez o vice-chairman do Millennium BCP, Paulo Macedo, citado pelo “FT”.

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