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Data do congresso do PS separa apoiantes de Seguro de "deputados nervosos"

Posição das distritais está a ser capitalizada pela direcção

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 25 de Janeiro de 2013 às 00:01
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A data para a realização do congresso do PS continua a dividir os socialistas. Se, por um lado, a direcção da bancada defende que os estatutos prevêem um congresso depois das autárquicas, alguns deputados preferem que ele se realize antes desse acto eleitoral, para criar uma maior mobilização dentro do partido. José Junqueiro sublinha que nenhuma distrital quer o congresso antecipado, e que os deputados não têm legitimidade para o exigir. Falta saber se António Costa vai disputar a liderança com Seguro: ontem, adensou as dúvidas ao não esclarecer se será novamente candidato à câmara de Lisboa.

Ao Negócios, José Junqueiro desdramatizou os pedidos de antecipar o congresso, sugestão dada pelo deputado e ex-braço-direito de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, e apoiada por vários outros parlamentares do PS. "Alguns deputados, poucos, têm andado nervosos", sustentou. "Falam em nome próprio, não falam em nome do grupo parlamentar. Quem tem legitimidade [para exigir a antecipação] são os órgãos próprios: as federações, a Comissão Política", sublinha.

E nesse aspecto, "não há um único presidente de Federação Distrital que peça a antecipação do congresso", afiança. Pedro Nuno Santos, da Federação de Aveiro, defendeu a antecipação do congresso, mas muitos outros presidentes estarão do lado de Seguro, confia a direcção, rejeitando a ideia de antecipar o congresso. A direcção do partido estará agora apostada em desvalorizar o pedido dos deputados e em salientar o apoio das distritais. Seguro sempre teve um apoio abrangente nas bases, um dos segredos para a sua eleição.

Olhando ao calendário, o congresso do PS deve realizar-se em Setembro, pois o último realizou-se precisamente em Setembro de 2011. Contudo, a eleição do secretário-geral fez-se em Julho do mesmo ano. "Normalmente, entre a eleição do secretário-geral e o congresso, medeia uma semana. Em 2011 adiou-se o congresso por causa das férias", destacou o deputado José Lello. "O congresso normal e estatutário deveria ser em Julho", defende. Já José Junqueiro entende que o congresso deve realizar-se "90 a 120 dias depois das autárquicas".

António Costa é a grande dúvida. A antecipação do congresso tem sido interpretada como uma forma de pressionar o autarca de Lisboa a avançar contra Seguro. Ontem, Costa rejeitou esclarecer se vai disputar a câmara com Fernando Seara, o que permite especular sobre a eventual corrida à liderança do partido.

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