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Deputado do PSD critica Finanças por tardar em criar o banco de Fomento

O deputado do PSD, Luís Campos Ferreira, criticou o Ministério das Finanças por atrasar a criação do banco de Fomento em Portugal, sem o qual, acredita, não poderá existir um reanimar da economia. O presidente da comissão de Economia diz que a instituição tem de estar criada até à apresentação do próximo Orçamento.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 07:57
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À margem do evento da EDPartners, em S. Paulo, Brasil, no qual foi orador convidado, Campos Ferreira defendeu que no “último ano perdeu-se muito tempo” na discussão do modelo do banco de Fomento. Porquê? “Tem de perguntar às Finanças, que é quem tem a faca e o queijo na mão. Dizem que estão a estudar, mas tudo isto tem ‘timmings’ e a economia não aguenta “sine die””, frisa o social-democrata. O presidente da Comissão de Economia sublinhou ainda que “o banco de Fomento tem de estar a funcionar o mais tardar até ao próximo Orçamento de Estado”.

 

O mesmo deputado acredita que esta é uma das duas formas de impulsionar a economia, a outra é a estabilidade fiscal. Para Campos Ferreira, a criação de um banco de Fomento alteraria a situação actual em que as empresas se financiam a taxas de juro de 9%, com taxas de inflação de 2%, o que no seu entender retira objectivamente competitividade à economia portuguesa. “Através da criação deste banco, liberto a banca comercial para o financiamento ao consumo”, frisa. O deputado enfatiza que o País tem “de crescer no consumo interno e só crescemos com mais emprego”.

 

De seguida, lançou uma crítica ao executivo de Passos Coelho. “ O consumo interno é um elemento muito importante do crescimento do País que tem sido desprezado nos últimos dois anos”, especificou.

 

Tão importante como o financiamento à economia é a previsibilidade fiscal, no entender de Luís Campos Ferreira, pelo que está expectante face ao resultado dos trabalhos da comissão liderada por António Lobo Xavier. ”Temos de ter um modelo fiscal estável e competitivo, não e suficiente que o investidor saiba só quanto vai pagar nos próximos doze meses”, diz. “Temos de ter um modelo que seja estável e competitivo, e que engate neste incentivo fiscal [IRC de 7,5% para empresas que invistam até cinco milhões de euros]. Senão isto são balelas”, sustenta.

 

Para o deputado, a baixa para os 20% no IRC não é suficiente. “Não podemos fazê-lo de supetão, mas temos de ter um plano para ter o IRC, em cinco ou seis anos, na casa dos 15% como bitola máxima. É para aí que caminham as economias da zona Euro, como a Espanha e a Polónia”, aponta. “Sem isto não haverá reindustrialização, e sem ela não haverá emprego”, acrescenta.

 

Campos Ferreira rematou, afirmando, que “a Economia não é matemática, é estados de alma e confiança”.

 

*o jornalista viajou para o Brasil a convite da EDP

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