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Dez elementos da concelhia de Sintra do PSD apresentaram demissão

Dez elementos da concelhia de Sintra do PSD apresentaram hoje a demissão por considerarem que o acordo de coligação com o CDS-PP se tratou de "um acto irregular" no qual a concelhia não foi consultada.

Lusa 25 de Janeiro de 2013 às 19:30
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De acordo com um dos demissionários, Alexandre Sebastião, em causa está a assinatura do acordo com o CDS-PP para a reedição da coligação 'Mais Sintra', que apoia a candidatura do deputado Pedro Pinto às autárquicas deste ano.

 

Segundo disse à Lusa Alexandre Sebastião, o presidente da junta de Rio de Mouro, Filipe Santos, assinou em nome da concelhia do PSD o acordo entre os dois partidos, numa iniciativa que decorreu a 17 de Dezembro, sem que tivesse sido mandatado pela estrutura. "Esse documento muito importante de acordo com o CDS, vital para as próximas autárquicas, foi assinado sem ter sido apresentado previamente à concelhia de Sintra do PSD. Esse elemento da concelhia que o assinou não estava mandatado porque não houve qualquer reunião", referiu.

 

O demissionário adiantou que, uma vez que a "concelhia do PSD não aprovou esse documento", a formalização desse acordo tratou-se de um "acto irregular" em que "o próprio CDS-PP foi induzido em erro".

 

Contactado pela agência Lusa, o presidente da mesa da concelhia, Eduardo Casinhas, confirmou o pedido de demissão de dez elementos da estrutura que, desta forma, deixa de ter "quórum" e terá que avançar para eleições. "A concelhia tem doze membros e mais três suplentes, assim, com as dez demissões, fica sem quórum. Neste momento, em poder da mesa está o número suficiente de demissões que impossibilitam o funcionamento da concelhia e terá que haver eleições", disse.

 

Esta é mais uma polémica a envolver a concelhia de Sintra do PSD com as estruturas distrital e nacional do partido, depois de ambas terem apoiado a candidatura a Sintra de Pedro Pinto, em detrimento do nome proposto pela concelhia, o do vice-presidente da câmara, Marco Almeida.

 

A agência Lusa contactou o presidente da concelhia do PSD, José Faustino, e o vice-presidente, Filipe Santos, que se mostraram incontactáveis até ao momento.

 

Contactado pela agência Lusa, o presidente da concelhia de Sintra do CDS-PP, Silvino Rodrigues, adiantou que o partido considera "a assinatura do protocolo como válida". "Consideramos que quer a concelhia, quer a distrital e a nacional do PSD são constituídas por pessoas sérias e de respeito e recordo que na assinatura do protocolo de acordo esteve presente o vice-presidente da concelhia, o presidente da distrital do PSD e o candidato indicado pela nacional. Portanto consideramos a assinatura do protocolo como válida", disse.

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