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Direita critica silêncio sobre PME, esquerda contesta "insensibilidade social"

Os partidos da oposição não pouparam críticas à entrevista de José Sócrates à SIC, com PSD e CDS/PP a sublinharem a ausência das pequenas e médias empresas do discurso do primeiro-ministro, enquanto PCP e BE assinalaram um vazio no discurso social.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 09:30
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Os partidos da oposição não pouparam críticas à entrevista de José Sócrates à SIC, com PSD e CDS/PP a sublinharem a ausência das pequenas e médias empresas do discurso do primeiro-ministro, enquanto PCP e BE assinalaram um vazio no discurso social.

O vice-presidente do PSD, Paulo Mota Pinto, destacou o facto de Sócrates não ter referido durante a entrevista “a expressão PME”, o que evidencia “uma diferença de política” face à líder do PSD que as considera uma prioridade na política económica.

Também o CDS/PP, pela voz do líder parlamentar Diogo Feio, notou que o governante “não deu uma palavra de esperança em relação às micro, pequenas e médias empresas”, contestando ainda a omissão de referência à diminuição da carga fiscal e às questões da segurança e do desemprego.

Os responsáveis dos partidos da direita com assento parlamentar não ficaram também convencidos com a alteração de estilo de Sócrates após a derrota do PS nas europeias. Mota Pinto falou em “tentativa de encenação de um novo estilo de pele de cordeiro, de alguma aparente modéstia”; Diogo Feio criticou o primeiro-ministro porque “parece estar convencido que basta mudar a forma de comunicação”.

Citados pela Lusa, também os porta-vozes dos partidos de esquerda – que durante o debate da moção de censura no Parlamento, em cujo votação se abstiveram por discordar da oportunidade da iniciativa, estiveram mais silenciosos do que o habitual – apontaram falhas a Sócrates.

O comunista Bernardino Soares disse que o socialista mostrou uma “profundíssima insensibilidade social” durante esta entrevista, onde “praticamente não houve referência à situação do desemprego”. A deputada bloquista Helena Pinto considerou que a limitação dos erros assumidos da governação à área da Cultura “soa até um pouco a insultuoso” num momento em que o País atravessa uma “situação social gravíssima”.

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