Política "É inaceitável" a Grécia querer mais dinheiro sem contrapartidas, avisa Passos

"É inaceitável" a Grécia querer mais dinheiro sem contrapartidas, avisa Passos

Portugal não vai mudar de posição na reunião do Eurogrupo que começa às 16h30 desta sexta-feira, porque, defende Passos Coelho, é inaceitável que a Grécia queira ter dinheiro por mais seis meses sem responsabilidades associadas.
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Bruno Simões 20 de fevereiro de 2015 às 12:48

Passos Coelho explicou esta manhã, no Parlamento, que Portugal vai seguir a posição maioritária dos países da moeda única na reunião do Eurogrupo que se realiza ao início da tarde, em Bruxelas. "Portugal manterá a posição que tem defendido e que, nas duas reuniões que já tiveram lugar, ficou bem conhecida, e é a mesma posição de todos os países do euro", anunciou o primeiro-ministro. Isto é: qualquer debate "tem de ser feito e discutido no âmbito do programa em curso".

 

"Entendemos que é importante ir ao encontro das pretensões do Governo grego, que trazem a necessidade de construir um novo quadro de ajuda à Grécia, [mas] isso tem de ser feito e discutido no âmbito do programa em curso", sintetizou Passos. "Esse programa terminará a 28 deste mês se o governo grego não pedir a sua extensão".

 

Ora, o que é "do conhecimento público é que o governo pediu a extensão dos empréstimos, ou seja, quer a faculdade de poder usar o dinheiro, mas não quer corresponder-se com o quadro de obrigações em que esse dinheiro deve se atribuído".

 

Para Passos Coelho, "isso não e aceitável, e foi considerado inaceitável por todos os governos que estão no Eurogrupo face à Grécia". "Não é uma questão de divergência, é uma questão de regras. Devemos esperar que quem quer renegociar o possa fazer dentro do quadro de regras em que contraiu" as responsabilidades. Por outro lado, e se o "primeiro-ministro grego e o ministro das finanças diziam que havia 70% do memorando com que concordavam", não "sabemos o que é que o Governo grego quer renegociar".

 

No fundo, resume Passos Coelho, o que Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis estão a dizer é "venha o dinheiro e daqui a quatro ou seis meses vamos discutir as condições em que vamos solver essas responsabilidades". "Isso tem sido considerado não aceitável e eu considero que não é aceitável".




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