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Elisa Ferreira abstém-se se função do marido entrar na equação

A comissária indigitada para a Coesão e Reformas no Parlamento Europeu garante não existe conflito de interesses.

Vítor Mota
Sábado 02 de Outubro de 2019 às 20:50
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O conflito de interesses não existe. Esta é a opinião de Elisa Ferreira, sublinhada ao início da noite desta quarta-feira na audição no Parlamento Europeu. Mas se acontecer, é sua intenção enquanto comissária para a Coesão e Reformas de se "abster" de tomar decisões. E está "disposta a tomar outras medidas a este respeito": "É este o o meu compromisso público", concluiu. 

Só quase duas horas depois do início da audição a Elisa Ferreira com os deputados do grupo parlamentar dos assuntos regionais (REGI, no original inlgês) lhe foi colocada uma pergunta sobre se a função do marido representa um conflito de interesses se e quando assumir a pasta da Coesão e Reformas na Comissão Europeia.A deputada do PPE, Simone Schmiedtbauer questionou-a, em alemão. 

Ferreira avisou que iria falhar o protocolo: e em vez de responder em português (o que tem feito de cada vez que lhe dirigem perguntas noutra língua que não as de trabalho na Europa) falou em inglês "para toda a gente perceber". 

"O meu marido é professor universitário e há três anos que trabalha numa destas instituições públicas, que trata do ordenamento do território no norte de Portugal. Não há conflito de interesses porque ele trabalha para o ministro com a pasta do ordenamento do território", explicou Ferreira, recordando que em Portugal não existem regiões. 

"Não são interesses privados e contra interesses públicos. Escrevi à presidente eleita dizendo de forma muito clara que, se a qualquer momento houver qualquer risco -- e passo a ler: estarei disposta a tomar todas as medidas necessárias para uma perceção de conflito, nomeadamente aplicação de fundos comunitários sobre a minha responsabilidade que possam ter impato sobre os interesses do meu marido nesta instituição. Se houver, abster-me-ei e competirá à presidente eleita decidir ou delegar noutra pessoa."

Contudo, explicou, "penso que não vai acontecer": "O meu marido nunca negociou com o comissário anterior. Gostaria que isto ficasse muito claro."
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