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EUA aumentam tarifas sobre alguns produtos europeus

O Gabinete da Representação Comercial dos Estados Unidos anunciou que vai elevar as taxas alfandegárias sobre alguns produtos da União Europeia, nomeadamente vinhos franceses e alemães.

João Miguel Rodrigues
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Dezembro de 2020 às 00:44
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Depois de, no ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) ter autorizado os Estados Unidos a aplicarem tarifas alfandegárias às importações oriundas da União Europeia até um valor máximo anual de cerca de 7,5 mil milhões de dólares (6,87 mil milhões de euros), devido às subvenções atribuídas à Airbus e que foram consideradas ilegais, a Administração Trump foi rápida a revelar a lista dos itens afetados.

 

A 2 de outubro de 2019, o Gabinete da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou a lista, na qual constavam cerejas, pêssegos, mexilhões, derivados de porco, queijo e iogurtes provenientes de Portugal.

 

O vinho francês, queijo italiano e uísque escocês estavam também entre as centenas de itens a serem alvo de tarifas de 25% à entrada nos Estados Unidos.

 

Agora, esta quarta-feira, 30 de dezembro, os responsáveis do USTR anunciaram que estão a aumentar as tarifas sobre alguns produtos da UE, incluindo acessórios de aeronáutica e vinhos não frisantes [bem como conhaques e outros brandies] provenientes de França e da Alemanha.

 

No comunicado que divulgou, a Representação Comercial dos Estados Unidos não refere quando é que estas tarifas entrarão em vigor, mas salienta que em breve serão fornecidos mais detalhes.

 

Estw reforço de tarifas é a mais recente ação no âmbito desta disputa entre os EUA e a União Europeia, que já dura há 16 anos, sobre os subsídios atribuídos à aviação civil. Em causa estão, especificamente, os subsídios atribuídos à construtora aeronáutica Airbus, que a OMC reconheceu como sendo ilegais, tendo por isso penalizado a rival norte-americana Boeing.

A Administração Trump anuncia estas tarifas adicionais depois de a UE ter instituído, no mês passado, taxas aduaneiras sobre o equivalente a 4 mil milhões de dólares de produtos provenientes dos EUA – isto após ter recebido luz verde da OMC para aplicar tarifas retaliatórias. Nessa altura, a Comissão Europeia anunciou que as contramedidas colocavam a UE "em pé de igualdade com os Estados Unidos, com direitos aduaneiros consideráveis de cada lado".

 

As tarifas impostas em outubro do ano passado pelos EUA incidiram sobre cerca de 7,5 mil milhões de dólares de produtos oriundos da União Europeia.

 

Hoje, os representantes comerciais norte-americanos disseram que decidiram emendar algumas das suas tarifas porque a UE aplicou um período temporal que abrangeu "substancialmente mais produtos" do que teria acontecido se não tivesse optado por aquele quadro temporal – e que, por isso, os EUA sentiram necessidade de tomar medidas para "compensar esta injustiça".

 

Apesar de os EUA terem explicado à União Europeia o efeito de distorsão do período temporal selecionado pelo bloco europeu, esta recusou-se a alterar a sua abordagem, resultando então nestas tarifas adicionais, justifica o USTR.

(notícia atualizada à 01:02)

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