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Executivo interpreta declarações de António Costa como “reconhecimento do trabalho feito pelo Governo”

O ministro da Presidência Marques Guedes considera que as declarações em que António Costa disse que o país está numa “situação diferente” relativamente há quatro anos, “correspondem ao reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser feito pelo Governo”. O Governo saúda que o PS “abandone o estado de negação” e reconheça que a “evolução é manifesta”.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2015 às 14:10
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As polémicas declarações em que o autarca lisboeta e secretário-geral do PS António Costa referia que Portugal está numa "situação diferente" face há quatro anos, foram recebidas com agrado pelo Governo português.

 

No final do Conselho de Ministros realizado esta quinta-feira, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, considerou que as palavras do líder socialista "correspondem ao reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser feito pelo Governo".

 

Interpretando as palavras de Costa como estando "em linha com esta nossa posição" que parte da premissa de que "o país está muito diferente e evoluiu bastante", Marques Guedes mostrou satisfação pelo facto de o PS "abandonar o estado de negação em que se encontra e aceite a evolução do país", reconhecendo "o trabalho e o sacrifício que os portugueses" têm vindo a fazer.

 

No discurso feito a 19 de Fevereiro no Casino da Póvoa, no âmbito de uma homenagem à comunidade chinesa em Portugal, António Costa agradeceu aos chineses que "disseram presente, vieram e deram um grande contributo para que Portugal pudesse estar hoje na situação em que está, bastante diferente daquela em que estava há quatro anos".

 

O ministro social-democrata aproveitou para notar que "a evolução é manifesta", realçando os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que "mostram que a confiança dos portugueses está em máximos históricos".

 

Na realidade, os dados divulgados esta manhã pelo INE indicam que o indicador de confiança dos portugueses melhorou em Fevereiro, para um máximo de 2002, tendo avançado para -21,1 pontos.

 

Marques Guedes aludiu ainda à tendência que se vem verificando na queda das taxas de juro associadas às obrigações portuguesas, que na maturidade a dez anos recuaram, pela primeira vez, para menos de 2%.

 

"Era bom que a oposição não fosse a única a dizer o contrário do que sentem os portugueses e dizem as instituições internacionais", rematou o ministro Marques Guedes.

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