Política Ferreira Leite questiona se saída de Gaspar e demissão de Portas estão ligadas a um segundo resgate

Ferreira Leite questiona se saída de Gaspar e demissão de Portas estão ligadas a um segundo resgate

“Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber”, afirmou a ex-ministra das Finanças, que questiona se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão de ministro Paulo Portas não estão relacionados com a possibilidade de se pedir um segundo resgate financeiro.
Ferreira Leite questiona se saída de Gaspar e demissão de Portas estão ligadas a um segundo resgate
Pedro Elias/Negócios
Negócios 05 de julho de 2013 às 07:46

“Mais do que qualquer pessoa, o ministro das Finanças sabe as consequências para os mercados, para a reacção as pessoas” da sua demissão. “Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber”, afirmou Manuela Ferreira Leite no comentário semanal na TVI24.

 

E receia que o ministro saia “antes de isso ficar claro e antes de se poder dizer ou de se poder interpretar que essa situação grave que estará para aparecer é decorrente de termos perdido o ministro das Finanças. A saída não seria uma causa mas uma consequência”, adianta a ex-líder social-democrata.

 

“Gostava de saber o que pensava [Vítor Gaspar] sobre a possibilidade de um segundo resgate”, considerando que esse cenário “pode estar escondido.”

 

“Pode estar a preparar-se o caminho para virmos a dizer que tudo isto aconteceu por causa da ausência do ministro das Finanças” e “tenho exactamente a mesma dúvida em relação o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, se também não está a tentar saltar fora no momento que sabe que o estar dentro pode ser algo bastante desgastante do ponto de vista político.”

 

Quanto a uma tomada de posição do Presidente da República, Ferreira Leite diz “não ter nenhuma dúvida” que Cavaco Silva vai intervir se “vir a coligação a desfazer-se. Não se pode pedir que ele tome essa decisão quando isto se passou em 24 horas e se calhar sem ele saber grandemente das coisas. Acho que isto está tudo muito confuso.”

 

No que respeita ao Executivo “não vejo motivos para não se manter, se [os líderes dos dois partidos] chegarem a um entendimento” para permitir que o Governo funcione, mas “com alguma dificuldade chegará o fim”, considera. “Mesmo que se recomponha, a coligação será um bocadinho formal, como as pessoas que se divorciam mas que vivem sob o mesmo tecto. “Estes dois partidos vão viver sob o mesmo tecto mas em quartos diferentes.”




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