Política Ferreira Leite acusa António Costa de estar a fazer "um verdadeiro golpe de Estado"

Ferreira Leite acusa António Costa de estar a fazer "um verdadeiro golpe de Estado"

A ex-ministra das Finanças lamenta que o país esteja em "pânico" e considera que o líder do PS está a fazer um "verdadeiro golpe de Estado". Ferreira Leite defende que os partidos da coligação "não podem ficar de braços cruzados".
Ferreira Leite acusa António Costa de estar a fazer "um verdadeiro golpe de Estado"
Correio da Manhã
David Santiago 16 de outubro de 2015 às 12:03

Manuela Ferreira Leite não poupou nas palavras para descrever a forma como o líder socialista, António Costa, está a conduzir as negociações quer à direita, quer à esquerda. "O que António Costa está a fazer é um verdadeiro golpe de Estado", frisou a antiga presidente do PSD no seu habitual espaço de comentário, às quintas-feiras à noite, na TVI 24.

 

A ex-ministra de pastas como a Educação e Finanças diz que o país está em "estado de choque" e em "pânico", atribuindo essa responsabilidade a António Costa. No entender de Ferreira Leite, a interpretação dos resultados eleitorais de 4 de Outubro que está a ser feita pelo secretário-geral socialista é "absolutamente abusiva" e, volta a realçar, "corresponde a um verdadeiro golpe de Estado".

 

Para a comentadora social-democrata, a única forma de legitimar a intenção de Costa de negociar com os partidos da esquerda parlamentar era tê-lo assumido durante a campanha eleitoral. Fazê-lo agora é "inadmissível" e representa uma "fraude aos eleitores", resume Manuela Ferreira Leite antes de afiançar que Costa "não tem nenhuma legitimidade para estar a interpretar os votos nele como um mandato".

 

Até porque "70% do povo português não quer" que o PS se alie com a CDU e o BE tendo em vista a formação de um Executivo governamental.

 

Apesar do tom crítico em relação à atitude negocial de António Costa, Ferreira Leite deixa também um apelo ao PSD e ao CDS. A ex-líder do PSD pretende que os partidos da coligação não fiquem de "braços cruzados a dizer que não conseguimos nada", defendendo que Passos Coelho e Paulo Portas devem empenhar-se em lutar "por um acordo com o PS no sentido de formarem com eles uma maioria para governar o país". 




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