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Ferro Rodrigues aconselha PS a não ter pressa em governar

Antigo líder dos socialistas defende que uma declaração de inconstitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013 deixaria o primeiro-ministro confrontado com a escolha entre uma mudança de política ou a demissão.

Ferro Rodrigues recusa euforia pela "evolução positiva" das sondagens
Negócios 04 de Janeiro de 2013 às 10:43
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Ferro Rodrigues aconselhou hoje o Partido Socialista a não apressar uma crise política com o intuito de chegar ao Governo, mas sim criar a ideia de que há uma alternativa e uma base mais ampla do que este governo tem para criar essa “nova esperança para Portugal”.

 

Em entrevista à Antena1, o antigo líder dos socialistas defende que o PS deve dinamizar uma plataforma política que pense Portugal, juntando figuras de vários quadrantes políticos. Ferro Rodrigues acrescenta que há um consenso muito maior em Portugal do que se julga, sendo que o PS deve apenas dinamizar essa plataforma, sem tentar hegemonizá-la.

 

Sobre a análise ao Orçamento do Estado pelo Tribunal Constitucional, Ferro Rodrigues defende que uma declaração de inconstitucionalidade, na sequência dos pedidos de fiscalização sucessiva do Presidente da República, do PS e de PCP e Bloco de Esquerda, deixaria o primeiro-ministro confrontado com a escolha entre uma mudança de política ou a demissão.

 

“Tudo vai depender das consequências práticas tiradas sobretudo pelo primeiro-ministro. Numa circunstância dessas, seria a segunda vez que o Orçamento era declarado inconstitucional. Portanto, gravemente ilegal em normas que são muito importantes na economia do próprio Orçamento”, assinalou o deputado socialista, na entrevista à estação de rádio.

 

Independentemente da decisão que venha a ser tomada pelo Tribunal Constitucional, Ferro Rodrigues considera urgente encetar uma renegociação das condições do resgate financeiro do país. Para o deputado, “é necessário tirar conclusões práticas” da constatação de que “a receita não funciona” e está a gerar uma “espiral recessiva”.

 

“Acho que começa a haver em Portugal uma base muito ampla, que ultrapassa os limites partidários, de pessoas que entendem que é necessário efectivamente renegociar com a troika, renegociar com base não em argumentos ideológicos, mas com base na prática – o que é que aconteceu ao longo de um ano e meio e que consequências é que isto está a ter para Portugal, mesmo para a consolidação das finanças públicas”, sublinhou Eduardo Ferro Rodrigues.

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