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Fitch: Eleitores não castigaram partidos do poder em Portugal e Grécia

A agência de "rating" diz que o resultado das eleições europeias veio "reforçar o mandato dos Governos da periferia para as reformas". Não houve uma "grande penalização eleitoral, tendo em conta o nível de austeridade".

Miguel Baltazar/Negócios
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 28 de Maio de 2014 às 13:47
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"Tanto na Grécia como em Portugal, o partido [ou coligação] de Governo perderam por cerca de quatro pontos percentuais face à principal oposição", salienta Douglas Renwick, analista principal no acompanhamento de Portugal.

 

"Tendo em conta a magnitude das medidas de austeridade impostas ao abrigo dos programas de resgate, estes resultados mostram que não houve uma grande penalização eleitoral contra as reformas orçamentais e económicas", acrescenta o responsável.

 

Em Portugal, em especial, "a coligação PSD/CDS-PP que está no poder nos três anos do programa de resgate recebeu 28% dos votos, atrás da oposição de centro-esquerda do Partido Socialista". O que, para a Fitch, mostra que a coligação não está "fora da corrida".

 

Isto mostra, na opinião da Fitch, que na Grécia e em Portugal existe um apoio considerável em relação às reformas económicas. Os Governos de Portugal, Grécia, Espanha e Itália saíram reforçados das eleições, acredita a agência de "rating".

 

Na Grécia, a Fitch acredita que a votação de 8% para a coligação liderada pelo PASOK "deverá garantir alguma estabilidade à coligação governativa no curto prazo". Sobre Itália, a Fitch diz que a votação deu a Matteo Renzi um mandato reforçado e em Espanha houve um resultado "assinalável, tendo em conta o aperto orçamental drástico" dos últimos anos.

 

Globalmente, os resultados devem ser factores positivos no plano dos "ratings" que a Fitch atribui aos países do Sul da Europa. A agência, que tem Portugal no nível mais elevado abaixo de "investimento de qualidade", colocou em Abril o "rating" sob perspectiva positiva, deixando antever uma subida em Outubro.

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