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Freitas do Amaral compara crise actual com Aljubarrota em 1383

O fundador do CDS Diogo Freitas do Amaral considerou hoje que Portugal vive a situação mais grave de sempre mas defendeu que só devem ser convocadas eleições depois de constituído o novo Governo alemão.

Negócios com Lusa 06 de Junho de 2013 às 09:07
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Freitas do Amaral disse em entrevista à Antena 1 que a actual situação no país só é comparável com a crise de 1383/85, que Aljubarrota resolveu, e com o domínio dos Filipes de Espanha, já que "está em causa a independência nacional".

 

“Nós estamos numa situação que é muito anormal, é muito excepcional. É uma das duas ou três situações mais graves que Portugal viveu ao longo da sua História”, afirma Freitas do Amaral. “Eu só comparo esta situação em gravidade, em perigo para a existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a Batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos da ocupação castelhana através dos Filipes. Creio que nunca vivemos uma situação em que tudo estivesse em causa”, remata.

 

Ainda assim, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo chefiado pelo socialista José Sócrates defendeu que o Presidente da República não pode correr o risco de promover eleições antecipadas sem ter garantias de uma solução melhor.

 

"Eu esperava até às eleições alemãs, não vale a pena antes porque o novo Governo teria de cumprir o que está. Porque a verdade é esta: ou a política alemã muda por efeito das eleições ou teremos de ser nós a impor que mude", disse.

 

Para Freitas do Amaral, é preciso que a política alemã mude, porque está a dar cabo da Europa.

 

Uma outra situação que deve levar à convocação de eleições antecipadas é a necessidade de pedir um segundo resgate.

 

Caso se tenha de pedir um segundo resgate internacional, as eleições serão inevitáveis e devem ser exigidas quer pelo Presidente da República quer pelo "mais humilde cidadão", disse.

 

Na entrevista à rádio, Freitas do Amaral criticou o Governo, alegando que os resultados têm sido terríveis e considerou que "o pecado original" foi Paulo Portas ter sido relegado para número 3 do executivo e não haver ninguém a fazer diplomacia europeia.

 

Apesar das críticas, o fundador do CDS não acredita que o actual líder do partido esteja a negociar uma coligação com o Partido Socialista e disse que isso seria uma deslealdade terrível" para com a coligação.

 

Freitas do Amaral criticou ainda a ida do primeiro-ministro a Belém, na sequência do chumbo de várias medidas do Orçamento de Estado pelo Tribunal Constitucional.

 

A ida de Passos Coelho e Vítor Gaspar a Belém para reunir com Cavaco Silva "foi patética", argumentou Freitas do Amaral, referindo que a imagem que passou é que ou Cavaco Silva dava a mão ao Governo ou este já não tinha condições para continuar.

 

"O Governo tem explicado tão mal [as situações] e ninguém sabe como se sai daqui, porque o caminho que o Governo está a seguir só agrava a crise e o PS também ainda não apresentou alternativa viável", disse.

 

Embora não considere o líder do PS como uma alternativa ao actual primeiro-ministro, Freitas do Amaral elogiou António José Seguro por ter promovido reuniões com os restantes países para debater soluções para a crise e o desemprego.

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