Política Futuro da economia do mar junta Costa e Cavaco no fim do mandato do Presidente

Futuro da economia do mar junta Costa e Cavaco no fim do mandato do Presidente

Cavaco Silva presidiu a um Conselho de Ministros temático sobre o Mar e deixou um aviso: é preciso convencer os investidores. Costa agradeceu a presença  e prometeu dar "continuidade" ao "legado" deixado pelo Presidente cessante.
Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão/Negócios Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão
Filomena Lança 03 de março de 2016 às 13:52

"O reencontro de Portugal com o mar é da maior importância para que o país possa enfrentar alguns dos maiores desafios do nosso tempo", afirmou Cavaco Silva esta quinta-feira no final do Conselho de Ministros, a que presidiu a convite de António Costa.

 

"Para transformar as potencialidades do mar em negócios rentáveis e criadores de emprego precisamos de atrair investidores nacionais e estrangeiros" e de "trabalhar com países que tem know how", sublinhou o ainda Presidente da República, deixando um repto a António Costa: "O grande desafio é convencer os investidores a investir no mar".

 

Em resposta, o primeiro-ministro não se fez rogado e garantiu que tudo fará para dar continuidade ao "legado" de Cavaco Silva que, ao longo dos seus dois mandatos "procurou mobilizar o país" para esta área.

 

O Conselho de Ministros reuniu esta quinta-feira no Forte de são Julião da Barra e Cavaco Silva presidiu ao encontro, a convite de António Costa. Esta é, aliás, uma das competências do Presidente da República relativamente a outros órgãos previstas na Constituição da República Portuguesa – presidir ao Conselho de Ministros, mas apenas "quando o primeiro-ministro lho solicitar" – e praticamente todos os chefes de Governo têm tomado a iniciativa.

 

"Mantivemos viva a tradição iniciada há 30 anos" também por Cavaco Silva no termo do mandato de Ramalho Eanes, afirmou António Costa. E quanto ao tema escolhido, sublinhou, dirigindo-se ao Presidente, que "o Governo quis com este Conselho de Ministros, o último do seu mandato, sublinhar que as palavras, a mensagem e o desígnio nacional que pretendeu construir ao longo dos seus mandatos, encontrará continuidade [no futuro] " e que "o legado da sua mensagem perdure para alem da finitude dos mandatos que a democracia impõe".
 

O mar é "uma prioridade política"

António Costa lembrou, também durante a declaração conjunta, que o mar é "um tema que o Governo assumiu como uma prioridade política, com a restauração do cargo de ministra do Mar".

"Ao longo das ultimas legislaturas foi aprovada uma estratégia nacional, uma lei de bases, é agora altura de fazer acontecer,  de transformar o desígnio em realidade", afirmou o primeiro-ministro, sublinhando que o objectivo do Executivo é garantir a soberania do país nesta matéria, aprofundar os conhecimentos sobre o mar e dinamizar a economia do sector. Devemos "aproveitar a nossa posição geográfica, aproveitar os recursos que temos do ponto vista alimentar – somos um dos países mais consumidores de peixe e somos deficitários na nossa balança", algo que poderá ser contrariado com a aposta na aquacultura, disse.

 

Ao encontro, portanto, do que pouco antes afirmara Cavaco Silva: que Portugal é "um país com grande ligação ao mar" e cheio de mais valias, desde uma "grande biodiversidade" a "portos de grande qualidade". E por tudo isso, entende, há que apostar em renovar a marinha mercante, desenvolver a aquacultura, a biotecnologia marinha ou as áreas da náutica de recreio e turismo de cruzeiros. "O Conselho de Ministros de hoje procurou dar um passo em frente no sentido das medidas concretas necessárias para transformar as potencialidades do mar em oportunidades de negócio, no respeito rigoroso da sustentabilidade ambiental", concluiu o chefe de Estado.

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(Notícia actualizada às 14:00 com mais informação.)




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