Política Governo aguarda "consequências" do inquérito do embarque de sírios na Guiné-Bissau

Governo aguarda "consequências" do inquérito do embarque de sírios na Guiné-Bissau

O Governo português reiterou esta terça-feira que o "embarque forçado" de passageiros sírios por coerção de autoridades guineenses é "inaceitável", e aguarda que sejam retiradas as "consequências" e que seja garantido que situações semelhantes não se repetirão.
Governo aguarda "consequências" do inquérito do embarque de sírios na Guiné-Bissau
Sérgio Lemos/Correio da Manhã
Lusa 24 de dezembro de 2013 às 11:02

A posição do Ministério dos Negócios Estrangeiros português foi expressa, em comunicado, após ter sido informado pelas autoridades da Guiné-Bissau das conclusões da comissão de inquérito sobre "o grave incidente de segurança" ocorrido no aeroporto de Bissau, no dia 10 de Dezembro, que apontam para o envolvimento directo do ministro do Interior do Governo de transição guineense, António Suca Ntchama.

 

"O Governo português reitera que o sucedido - o embarque forçado, através de pressão e coerção por parte de autoridades guineenses sobre funcionários da TAP, de 74 passageiros com documentação reconhecidamente falsa numa aeronave portuguesa com destino a Lisboa - é absolutamente inaceitável", declarou o Ministério de Rui Machete.

 

"Portugal aguarda ainda que as autoridades guineenses retirem todas as necessárias ilações e consequências do ocorrido, incluindo, conforme anunciado, a responsabilização dos intervenientes no processo. Também ainda não foi cabalmente garantido que situações similares não se poderão repetir no futuro, questão essencial no nosso processo de reavaliação sobre a existência de condições de segurança no aeroporto de Bissau para a retoma da rota", sublinha o comunicado do Ministério.




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