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Governo dinamarquês treme após entrada do Goldman Sachs no gigante energético do país

Venda de 19% da Dong Energy gerou uma vaga de protesto na sociedade civil e levou ao abandono do partido ecologista da coligação de governo de centro-esquerda, liderada por Helle Thorning-Schmidt, que agora passa a governar em minoria.

Helle Thorning-Schmidt, primeira-ministra da Dinamarca
Negócios 30 de Janeiro de 2014 às 17:27
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O parlamento dinamarquês aprovou nesta quinta-feira, 30 de Janeiro, a venda de 19% da Dong Energy a um fundo de investimento detido pelo Goldman Sachs por 8 mil milhões de coroas (cerca de mil milhões de euros).

 

Ficou igualmente acordado que dois fundos de pensões dinamarqueses (ATP e PFA) comprarão 7% da energética por três mil milhões de coroas. O Estado dinamarquês, que detinha 76% do conglomerado que explora gás, petróleo e fontes renováveis, passa a ser dono de apenas 50% da Dong Energy.

 

O Goldman Sachs recebeu, no entanto, poderes de veto controversos que não foram concedidos aos demais accionistas. Segundo relata o correspondente do Financial Times, a Dong só poderá tomar decisões de fundo, de gestão ou operacionais (mudar o presidente-executivo ou o director-financeiro, fazer uma grande aquisição ou emissão de novas acções), com o assentimento expresso do Goldman.

 

Muitos receiam que a aposta nas renováveis possa ser relegada para um segundo plano nos projectos futuros da empresa com a entrada de um accionista financeiro.

 

Uma petição online contra a entrada do banco de investimento norte-americano reuniu 185 mil assinaturas. Também em protesto, o partido ecologista SF abandonou a coligação de governo de centro esquerda.

 

Helle Thorning-Schmidt (na foto), líder do Partido Social-Democrata, filiado ao Partido Socialista Europeu, já garantiu, entretanto, que vai continuar a chefiar o Executivo dinamarquês, agora com um governo minoritário que passa a contar com o apoio de apenas dois partidos detentores de 61 dos 179 assentos parlamentares.

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