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Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Bruno Simão/Negócios
Lusa 06 de Maio de 2013 às 15:03
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João Ribeiro falava em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, depois de ter adiantado que a carta que enviou na semana passada ao ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, já teve resposta.

 

"Já houve uma resposta do ministro Poiares Maduro e há uma reunião prevista para breve. Em breve anunciaremos, mas não é durante esta semana", referiu o porta-voz dos socialistas.

 

João Assunção Ribeiro reiterou que o PS entende que o diálogo em torno das medidas de crescimento "deve ser feito no palco parlamentar".

 

"É na Assembleia da República que as propostas devem ser discutidas. O Governo insistiu em fazer uma reunião [de carácter bilateral], o PS disse na carta que não estaria indisponível para uma qualquer reunião sem pôr em causa o princípio fundamental, que a discussão deve ser feita Assembleia da República", justificou.

 

O porta-voz do PS estabeleceu também uma distinção entre as medidas de fomento da economia, que serão discutidas com Miguel Poiares Maduro, e as medidas de austeridade, para o corte de 4,8 mil milhões de euros na despesa, anunciadas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na sexta-feira.

 

"O Governo continua a exigir sem parar mais sacrifícios, em particular aos funcionários públicos e pensionistas. Lançar tanta incerteza sobre reformados e pensionistas, sobre os que estão mais vulneráveis e garantem o sustento de tantas famílias é inaceitável, é brincar com a vida das pessoas. Que fique bem claro: O PS votará contra o imposto sobre reformados e pensionistas", afirmou João Ribeiro.

 

De acordo com o porta-voz do PS, na última campanha eleitoral, "o primeiro-ministro prometeu não despedir um único funcionário público, mas agora assusta centenas de milhares de funcionários públicos, retirando-lhes qualquer controlo sobre a sua própria vida e vida das suas famílias".

 

"Estamos perante cortes cegos com o único objectivo de desqualificar as funções públicas em nome de uma obsessão ideológica. Mais 4,8 mil milhões de euros de austeridade irão agravar a vida de todos os portugueses, é uma irresponsabilidade sem nome", acrescentou.

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