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Governo espanhol pede a Sócrates extradição rápida de presumíveis etarras detidos

O ministro do Interior espanhol, Afredo Pérez Rubalcaba, revelou hoje que pediu directamente ao primeiro-ministro português, José Sócrates, a extradição o mais rápido possível dos dois alegados membros da ETA detidos em Portugal.

Lusa 10 de Janeiro de 2010 às 16:46
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O ministro do Interior espanhol, Afredo Pérez Rubalcaba, revelou hoje que pediu directamente ao primeiro-ministro português, José Sócrates, a extradição “o mais rápido possível” dos dois alegados membros da ETA detidos em Portugal.

“Queremos que Portugal nos entregue os dois elementos da ETA o quanto antes. E isso mesmo disse esta manhã ao primeiro-ministro português, José Sócrates. Claro que tudo tem que ser feito de acordo com a lei portuguesa”, afirmou o ministro, em conferência de imprensa.

Rubalcaba explicou que se trata de um caso de “perseguição a quente”, confirmando que efectivos da Guarda Civil espanhola entraram vários quilómetros em território português para perseguir os dois suspeitos, tendo o assunto sido depois coordenado pela GNR.

Os dois alegados membros da ETA detidos em Portugal foram identificados como Garikoitz García Arrieta e Iratxe Yáñez Ortiz de Barron, estando esta última numa lista de suspeitos de acções da organização levadas a cabo em Julho de 2009.

Falando na Direcção Geral de Trânsito (DGT) – onde acompanhou a situação das estradas de Espanha devido ao mau tempo – Rubalcaba agradeceu a colaboração de Portugal e de França nas detenções levadas a cabo nos dois países.

Recorde-se que no sábado foram detidos em França dois outros alegados membros da ETA, Iñaki Iribarren Galbete y Eider Uruburu Zabaleta, quando se preparavam para retirar dinheiro de um dos esconderijos da ETA naquele país.

“Sabemos o que a ETA está a fazer, mas a ETA também sabe o que estamos a fazer. Se vão aos seus esconderijos encontrarão as forças de segurança. Nas estradas também. As forças de segurança segui-los-ão nos esconderijos, nas estradas, nos seus domicílios”, afirmou Rubalcaba.

Para o ministro do Interior as operações do fim-de-semana demonstram que as forças de segurança continuam activamente a combater a ETA, que apesar de várias detenções importantes nos últimos meses continua activa.

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