Política Horta Osório: "O país votou claramente pela continuação das políticas"

Horta Osório: "O país votou claramente pela continuação das políticas"

O presidente do Lloyds considera que os portugueses votaram na estabilidade política e para que PSD, CDS e PS encontrem "uma solução de governo estável para a frente". Outro tipo de soluções será "muito preocupante".
Horta Osório: "O país votou claramente pela continuação das políticas"
Negócios 16 de outubro de 2015 às 10:49

António Horta Osório mostra-se apreensivo com a "enorme indecisão e incerteza" na formação de um governo estável em Portugal e em "qual vai ser a direcção das políticas económicas para o futuro".

 

Numa entrevista à rádio Renascença, o CEO do britânico Lloyds, avisa que "à medida que esta situação continue sem se resolver, essa confiança pode começar a ser minada. E podemos ter soluções muito complicadas em termos de confiança interna e externa".

 

Assinalando que a estabilidade política é essencial para Portugal, Horta Osório conclui que "o país votou claramente pela continuação das políticas que estavam a ser seguidas, ao nível da sua direcção". E apesar de "normalmente quem ganha governa", o gestor destaca que "o país também votou para que os três partidos, PSD, CDS e PS tivessem cerca de 70% dos votos expressos", pelo que "o sentido de votos dos portugueses é de que seja claramente dentro destas três forças políticas que se encontre uma solução de governo estável para a frente".

 

Considerando que "o país está a melhorar, a ir na direcção correcta", Horta Osório alerta na entrevista à Renascença que "seria gravíssimo desbaratar aquilo que foi arduamente conquistado pelos portugueses".

 

Como nenhum partido obteve maioria absoluta nas eleições de 4 de Outubro, Horta Osório entende que "tem que se gerar um consenso" entre os três partidos mais votados. Quanto à solução de governo apoiada pelo PCP e Bloco de Esquerda, o CEO do LLoyds entende que é "realmente muito preocupante que se possam colocar em campo outro tipo de soluções que, pelos programas dos partidos de extrema-esquerda, são contra o Euro, contra a Europa, contra vivermos dentro das nossas posses, são para não pagarmos as dívidas".

 

Depois dos sacrifícios que "os portugueses fizeram com enorme estoicismo" estamos "agora a viver todos, como país, dentro das posses, o país vai melhorar, está a melhorar", assegura o banqueiro, pedindo que "quem tenha maior responsabilidade no processo ponha o país à frente de quaisquer interesses pessoais ou políticos".

 

Horta Osório afirma que Portugal tem que continua a implementar reformas, nomeadamente para impulsionar a concorrência, dando como exemplo o facto de pagar mais pelas telecomunicações e energia em Portugal do que em Londres.




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