Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Intenções de voto no PSD não eram tão baixas desde as eleições

Há oito meses que a diferença de intenções de voto dos portugueses nos socialistas e nos social-democratas não era tão reduzida. Ainda assim, os portugueses confiam mais em Passos Coelho do que em José Seguro para governar como primeiro-ministro, de acordo com uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 19:35
  • Partilhar artigo
  • 1
  • ...
O Partido Social Democrata (PSD) continua a liderar as intenções de voto dos portugueses, mas está ao nível mais baixo desde que Passos Coelho chegou ao Governo. Aliás, a distância dos social-democratas ao Partido Socialista não era tão curta desde ainda antes das eleições.

Na sondagem de Janeiro da Aximage para o Correio da Manhã, o PSD conquistou 37,9% das intenções de votos, que comparam com os 39,5% alcançados no mês anterior. É o valor mais baixo desde Junho, o mês das eleições.

Por sua vez, 30% dos entrevistados no barómetro votariam no PS se as eleições legislativas se realizassem hoje. Há um mês, eram 27,7%. As intenções de voto representam a percentagem mais elevada, pelo menos, desde há um ano, ou seja, ainda durante o Executivo de José Sócrates.

Este comportamento reflecte uma tendência que se tem verificado nos últimos meses. As intenções de voto no PSD e no PS têm-se aproximado, com a distância entre os dois principais partidos portugueses a chegar ao nível mais baixo desde Maio, ainda antes das eleições.

Ainda assim, quando questionados em quem confiam para chefiar o Executivo, 47% portugueses consultados no barómetro apontam para Passos Coelho, contra 24,1% dos que assinalam ter confiança em Seguro. Nota, contudo, para o facto de os entrevistados terem perdido confiança em Coelho no último mês, ao contrário do desempenho do líder socialista, que conquistou uma maior confiança na sondagem.

Entre os partidos mais pequenos com assento parlamentar, a CDU, apesar de recuar face a Dezembro, continua a ser a terceira força política mais escolhida pelos entrevistados, conquistando 10,7% das intenções de voto em Janeiro.

O CDS parece não sentir o desgaste por fazer parte da coligação governamental e, ao contrário do PSD, conseguiu aumentar as intenções de voto dos portugueses, estando agora em 9,3%. Por sua vez, o Bloco de Esquerda afasta-se das restantes forças, conquistando apenas 2,5% das intenções de voto, abaixo até dos votos em branco, votos nulo e ainda dos indecisos.







































FICHA TÉCNICA


Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 271 a homens e 329 a mulheres; 153 no interior, 237 no litoral norte e 210 no litoral centro sul; 159 em aldeias, 212 em vilas e 229 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Janeiro de 2012, com uma taxa de resposta de 77,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

Ver comentários
Saber mais sondagem Aximagem/Correio da Manhã
Outras Notícias