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Interesse chinês mostra que "há empresas muito boas em Portugal"

O embaixador português na China, José Tadeu Soares, afirmou hoje à agência Lusa que o interesse chinês por Portugal revela que o país "tem empresas muito boas" e que Pequim "está atento às oportunidades do mercado".

Lusa 19 de Janeiro de 2012 às 10:00
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"A vaga de privatizações em Portugal proporciona oportunidades (de investimento) a grandes empresas (...) Neste momento, a China dispõe de grandes capitais e tem um grande interesse na sua internacionalização", disse o diplomata na véspera de fechar o prazo para apresentação de propostas à compra de parte das acções do Estado português na REN.

É o segundo ato do programa de privatizações do governo português e um dos candidatos é a empresa estatal chinesa State Grid.

Em declarações à agência Lusa em Pequim, o embaixador de Portugal na China realçou que "há uma política oficial do governo chinês de investimento no estrangeiro, dadas as imensas reservas que este país conseguiu acumular nos últimos anos, através das suas exportações".

"O interesse chinês significa, em primeiro lugar, que há muito boas empresas em Portugal e que os chineses estão atentos às oportunidades que aparecem no mercado (...) Se aparecem boas empresas à venda em Portugal, eles serão concerteza candidatos e serão bem-vindos", afirmou. Evocando a aquisição de 21,35 por cento do capital da EDP pela China Three Gorges Corporation, em Dezembro passado, Tadeu Soares realçou que a operação foi "baseada em puros critérios técnicos".

"Eles apresentaram a melhor proposta e ganharam o concurso", disse. A empresa alemã E-On e as brasileiras Eletrobras e Ceming participaram também no referido concurso.

No final de 2011, as reservas da China em divisas somavam 3,18 biliões de dólares (2,47 biliões de euros), mais 330 mil milhões de dólares (257,3 mil milhões de euros) do que em 2010, e durante o ano, o investimento chinês na Europa aumentou 57,3 por cento, para 4,61 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros).

O crescimento da economia chinesa - a segunda maior do mundo, a seguir à dos Estados Unidos - desceu 1,2 pontos em 2011, de 10,4 por cento para 9,2 por cento, mas o abrandamento não surpreendeu Tadeu Soares.

"Já estava previsto. O último Plano Quinquenal (2011-15) mudou os parâmetros do crescimento económico da China, de uma produção industrial maciça de bens destinados à exportação para uma melhor qualidade de vida", afirmou.

No plano bilateral, Tadeu Soares salientou que as exportações portuguesas para a China ultrapassaram os mil milhões de euros em 2011, colocando aquele país entre os dez maiores parceiros comerciais de Portugal.

Desde 2009, as exportações portuguesas para a China mais do que duplicaram, o que na opinião do embaixador português, "é uma consequência do maior esforço português nas exportações e da maior abertura chinesa".

"Atingimos pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros e, neste momento, a China está entre os dez maiores parceiros de Portugal", realçou. Em 2009, a China era o 16º mercado de Portugal e no início do século XXI ocupava o 33º lugar.

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