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Jardim critica "fanáticos do regime político"

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, responsabilizou esta segunda-feira os "fanáticos do regime político" pela actual situação da República Portuguesa.

Lusa 06 de Maio de 2013 às 14:55
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"A República Portuguesa não está bem porque os fanáticos do regime político querem manter este regime político", declarou Jardim aos jornalistas à margem da inauguração das obras de remodelação de um restaurante no concelho do Porto Moniz.

 

"Morram com este regime político, agora não matem os madeirenses", adiantou o governante insular, dizendo: "Já nada me surpreende nesta República Portuguesa".

 

Alberto João Jardim escusou-se a comentar as declarações do líder do CDS/PP-M e ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, referindo "não poder falar de uma coisa que não viu".

 

O primeiro-ministro, Passos Coelho, anunciou na sexta-feira, numa declaração ao país, um pacote de medidas que vão poupar nas despesas do Estado 4,8 mil milhões de euros, até 2015, que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade.

 

O Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano, e 0,25 % no início de 2014.

 

O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.

 

O presidente do CDS-PP e líder do segundo partido da coligação do Governo, Paulo Portas, disse no domingo não concordar com a introdução de uma contribuição sobre pensões e adiantou que o Governo vai negociar com a troika para encontrar medidas de redução da despesa do Estado equivalentes.

 

Na sexta-feira, numa iniciativa em Machico, mesmo antes do primeiro-ministro anunciar o novo pacote de medidas, Jardim disse "discordar" desta política.

 

"Discordo disso tudo (...), o que sei é que o país não aguenta mais. É mau para o país todo", disse o governante madeirense, apontando que a Madeira "não pode escapar" a essas medidas, porque "não tem margem para fazer grandes alterações, porque o Estatuto Político-administrativo diz que o regime da função pública é igual ao nacional".

 

"As medidas que estão em vigor estão em vigor", referiu, opinando que "o que está errado são as políticas que estão a ser impostas a Portugal e que Portugal está a aceitar desenvolver."

 

"Portanto não é por aqui", sustentou o líder madeirense.

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