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Jardim diz que se demite de presidente do Governo e do PSD-M se não for reeleito em Novembro

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, garantiu hoje que se demitirá dos cargos de presidente do Governo Regional e do partido caso não seja reeleito nas próximas eleições directas internas que acontecem a 02 de Novembro.

Lusa 18 de Setembro de 2012 às 12:00
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"Se não for reeleito, demitir-me-ei de presidente do Governo para facilitar as tais anunciadas eleições antecipadas, como é legítimo que também me demita de um partido que me recusa após lhe ter dado 45 vitórias e nunca, em 38 anos, a oposição nos ter derrotado", diz Jardim num artigo de opinião hoje publicado no Jornal da Madeira subordinado ao tema "Em defesa do PSD/Madeira".

Neste artigo, o líder social-democrata madeirense tenta "por em prato limpos" a situação que vive actualmente o partido, pelo facto de ir disputar pela primeira vez a liderança do PSD-M, visto que o presidente da câmara do Funchal, Miguel Albuquerque anunciou, em Março, a sua decisão de se candidatar "independentemente dos candidatos" que pudessem surgir, defendendo a necessidade de renovação.

"Sou candidato à liderança do PSD-M e , se eleito, exercerei o mandato até ao congresso seguinte, se Deus me der vida e saúde", sublinha.

Jardim recorda que sempre disse que "o PSD-M só era derrotável através da divisão interna", considerando que "o que está sucedendo é uma tentativa disso mesmo", à que está subjacente uma "conjugação de interesses políticos, económicos e pessoais" e fala da existência de "movimentações a partir da câmara do Funchal, aquando se encontrava hospitalizado em Janeiro de 2011".

Critica a "colaboração" do CDS, que foi "visível nas eleições regionais" e o o grupo dos seus adversários internos por "nunca" terem feito ouvir a sua voz discordante nos órgãos internos do partido, "nem terem sequer sido capazes" de se lhe dirigirem pessoalmente, "e numa conversa franca e leal, olhos nos olhos, dizerem o que os opõe à orientação firme" que implementou.

"Mais a mais que as movimentações que visam rebentar o PSD-M por dentro são iniciativa de candidatos a desempregados políticos por via da actual legislação autárquica, acompanhados por indivíduos que já desempenharam funções públicas e que estão ressabiados por delas terem saído", escreve Jardim.

O líder do PSD-M declara que se demitirá se for derrotado, mas defende que os seu opositores devem "ter idêntico comportamento ético" se não conseguirem vencer, adiantando que se insistirem em continuar "depois de tentarem rebentar o partido por dentro devem ser afastados nos termos estatutários".

O PSD-M tem congresso regional convocado para os das 24 e 24 de Novembro deste ano, devendo as candidaturas para os órgãos do partido, que decorrem a 02 de Novembro, ser apresentadas até 12 de Outubro.



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