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Jerónimo de Sousa: "Dimensão histórica" é "forte abanão no Governo"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que a greve geral de hoje teve uma "dimensão histórica", sendo "um forte abanão" no Governo, que deve agora tirar "ilações políticas".

Lusa 14 de Novembro de 2012 às 20:34
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"A greve geral de hoje, com a dimensão histórica que alcança e a determinação que traduz, comporta um sinal claro. Constitui um forte abanão no Governo e na sua política", afirmou o líder dos comunistas portugueses, numa declaração enviada às redacções.

Para o PCP, a paralisação convocada pela CGTP constitui ainda "uma forte exigência da derrota do Orçamento de Estado para 2013", que "não deve ser aprovado, promulgado ou aplicado", e "uma demonstração indesmentível da vontade dos trabalhadores e do povo português da rejeição do pacto de agressão [o memorando da ajuda externa]".

"A dimensão da greve geral exige que dela sejam retiradas todas as ilações políticas", destacou Jerónimo de Sousa.

Segundo o secretário-geral comunista, a greve teve "um profundo impacto em todo o país, nas diferentes regiões e sectores de actividade". "Na Administração Pública verificou-se uma larga e mais forte adesão", afirmou, acrescentando que atingiu "em várias regiões a maior expressão de sempre, como se verificou na Região Autónoma da Madeira" e fizeram greve "centenas de milhares de trabalhadores com vínculos precários", além de "muitos trabalhadores terem feito greve pela primeira vez".

"Com mais de um milhão e trezentos mil trabalhadores desempregados, um índice de precariedade muito elevado, os orçamentos familiares esmagados, carências cada vez maiores, ameaças, condicionamentos e acções repressivas, os trabalhadores aderiram massivamente à greve geral, numa enorme demonstração de coragem e determinação", considerou.

Jerónimo de Sousa acrescentou que "os propósitos de intimidação e repressão do Governo, designadamente procurando instrumentalizar as forças de segurança, com incidentes graves, nomeadamente a acção violenta da GNR sobre o piquete de greve na estação da Pampilhosa, não conseguiram os seus objectivos".

Para o líder do PCP,que divulgou esta declaração antes da carga policial em frente do Parlamento, "ressalta, contrastando com os propósitos do Governo, a atitude de respeito pelos direitos constitucionais evidenciada pela generalidade dos profissionais das forças de segurança, eles próprios vítimas desta política de desastre".

A greve de hoje, disse ainda, ganhou "mais actualidade" com a revelação pelo INE que o desemprego aumentou no terceiro trimestre e o "aprofundamento da recessão".

Saudando a CGTP, os portugueses e os trabalhadores europeus que, em muitos países, também hoje fizeram greves, Jerónimo de Sousa destacou ainda o aumento dos protestos nos últimos meses e apelou à sua continuação e intensificação.

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