Política Jerónimo de Sousa acusa Presidente de "cumplicidade activa" com Governo

Jerónimo de Sousa acusa Presidente de "cumplicidade activa" com Governo

O secretário-geral do PCP acusou hoje Cavaco Silva de manter uma "cumplicidade activa" com as políticas do Governo, enquanto passa a ideia de que é "um actor neutro".
Jerónimo de Sousa acusa Presidente de "cumplicidade activa" com Governo
Bruno Simão/Negócios
Lusa 12 de junho de 2013 às 00:21

"O Presidente da República veio falar da necessidade de uma cooperação activa com este Governo, mas do que se trata efectivamente é de cumplicidade activa com esta política de desastre nacional, a coberto da ideia de que o Presidente da República é um actor neutro", declarou.

 

O líder comunista discursava na apresentação das listas da CDU à Câmara de Évora, Assembleia Municipal e juntas de freguesia do concelho, que decorreu na Praça do Sertório, em pleno centro histórico da cidade.

 

Jerónimo de Sousa defendeu que o Presidente da República, ao recusar a utilização da bomba atómica contra o Governo, "está a permitir que todos os dias o Governo massacre pessoas indefesas, utilizando as mais ilegítimas e inconstitucionais armas de destruição massiva".

 

Nesse sentido, considerou que o chefe de Estado "devia ser um garante da defesa da Constituição da República e dos interesses do povo português", apontando a necessidade de Cavaco Silva "demitir o Governo" e "convocar eleições antecipadas".

 

"Abril responsabilizou e obriga o Presidente da República a jurar cumprir e fazer cumprir a Constituição e não ficar neutro como ele afirma claramente. Cumpra o juramento que fez perante o povo português", vincou.

 

Para o secretário-geral do PCP, "não se compreende" que, perante um Governo que "semeia a destruição e arrasa o país", o Presidente da República na sua última entrevista e no 10 de Junho venha "mais uma vez falar no 'pós-troika', passando por cima dos graves problemas que o país enfrenta".

 

"Ao contrário do que diz o Presidente da República, o que acentua a crise não é a demissão deste Governo, mas a sua continuação e a continuação desta política de submissão ao estrangeiro e aos grandes grupos económicos", advertiu Jerónimo de Sousa.

 

Antes da intervenção do líder comunista, o candidato da CDU à Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, prometeu um "novo programa político" para o concelho, após "12 anos de desastrosa gestão do PS com a muleta do PSD, a que se junta uma profunda crise económica e social".




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