Política Jerónimo de Sousa contra “Gaspares”, Passos e suas “penas perpétuas de empobrecimento”

Jerónimo de Sousa contra “Gaspares”, Passos e suas “penas perpétuas de empobrecimento”

O secretário-geral comunista mostrou-se sexta-feira contra os "Vítores Gaspares que têm governado o país", o "objectivo reaccionário" do primeiro-ministro e a "pena perpétua de empobrecimento dos portugueses", num discurso de quase uma hora.
Jerónimo de Sousa contra “Gaspares”, Passos e suas “penas perpétuas de empobrecimento”
Ana Brígida/Negócios
Lusa 08 de março de 2014 às 10:10

"É a posição de Vítor Gaspar e dos Vítores Gaspares que governam e têm governado o país. Há uns meses, Vítor Gaspar veio encomendado pela Comissão Europeia para o Governo. Fez o que fez. Esta semana, foi anunciado como director do Fundo Monetário Internacional para os orçamentos. O grande capital sabe compensar os seus homens de mão", disse Jerónimo de Sousa, referindo-se ao antigo ministro das Finanças, durante um discurso na Voz do Operário, em Lisboa, por ocasião dos 93 anos do partido.

 

O líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP, Passos Coelho, foi acusado pelo líder comunista de ter "uma modelo que é a concretização do objectivo reacionário de promover a recuperação económica através do empobrecimento dos portugueses".

 

"É grave que o Governo tenha afirmado que as medidas que tem tomado eram temporárias e agora se prepare para tornar definitivos todos esses cortes. Trata-se de um golpe baixo. A arrogância com que Passos Coelho afirmou que os rendimentos dos trabalhadores não podem voltar aos de 2011 diz-nos o que se prepara com este Governo e esta troika", criticou.

 

Contudo, Jerónimo de Sousa anteviu que o chefe do Governo e o seu vice-primeiro-ministro "podem, por sentença ou decreto, considerar irrevogável a pena perpétua do empobrecimento dos portugueses, mas, desenganem-se, pois, mais cedo ou mais tarde será o povo a revogar tal pena, demitindo este Governo" e o "reaccionário objectivo de Passos Coelho".

 

"Ainda há dias, em relação a essa grande bandeira das exportações, tornámos a ouvir Paulo Portas falar num salto fenomenal. Falava de um crescimento que passou de 26 para 41% do Produto Interno Bruto, para demonstrar que isto agora é que ia. Quem o ouvir diz que de facto foi um grande salto, mas isto é uma patranha para impressionar", desvalorizou.




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