Política Jerónimo diz que nem o BE "leva a sério" acusações ao PCP sobre salário mínimo

Jerónimo diz que nem o BE "leva a sério" acusações ao PCP sobre salário mínimo

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que "nem o próprio BE leva a sério aquilo que disse" sobre a postura dos comunistas quanto ao aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN), acrescentando terem sido os bloquistas a baixar a "bandeira".
Jerónimo diz que nem o BE "leva a sério" acusações ao PCP sobre salário mínimo
Miguel Baltazar
Lusa 13 de dezembro de 2016 às 14:10

O líder comunista, à margem de uma reunião com a Ordem dos Médicos, em Lisboa, respondia ao artigo de opinião de sexta-feira do dirigente bloquista Jorge Costa, no sítio oficial na Internet do BE, no qual se pode ler que é "infeliz o modo como Jerónimo de Sousa expressou o incómodo do PCP neste tema", sugerindo-se que os comunistas estão incomodados "com a comparação dos resultados das diferentes opções tomadas pelos dois partidos durante as negociações com o PS em Outubro/Novembro de 2015".

 

"Em relação a essa afirmação, acho que nem o próprio BE leva a sério aquilo que disse. Todo o posicionamento do nosso partido ao longo desta nova fase da vida política nacional, se há coisas a relevar é o seu papel interventivo, proponente, empenhado em relação a muitas áreas (reformas, pensões, abono de família, gratuitidade de manuais escolares)", afirmou o secretário-geral do PCP.

 

Jerónimo de Sousa sublinhou "as questões da contratação colectiva no sector empresarial do Estado, em que só o PCP se bateu para levantar a sua suspensão".

 

"Não pode ser levada a sério a afirmação do BE. Mesmo em relação à questão em concreto do SMN, nós mantemos que era perfeitamente possível um aumento para 600 euros a partir de janeiro. O BE fez toda a campanha eleitoral com essa bandeira e, para registo de memória, lembro-me da responsável principal do BE, passadas umas semanas, afirmar que isso era irrealizável, impossível, deixando cair a bandeira", continuou.

 

Para o líder comunista, Catarina Martins "aceitou essa questão do faseamento para 2019".

 

"Entendemos que deve ser concretizada essa profunda aspiração de centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores. Não quero fazer disto uma bandeira de agressão. Em relação às propostas sobre legislação laboral, saberá o BE que constitui parte integrante deste nosso combate pela reposição de rendimentos e direitos", concluiu.

 




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