Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Jerónimo de Sousa: Eventual moção de rejeição conjunta com PS e BE não foi ainda discutida

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse esta quinta-feira que uma eventual moção conjunta - com PS e Bloco de Esquerda (BE) - de rejeição ao Governo não foi ainda discutida nas reuniões à esquerda.

Miguel Baltazar
Lusa 29 de Outubro de 2015 às 16:45
  • Partilhar artigo
  • 1
  • ...

Tal questão, indicou o líder comunista, "nunca esteve presente nas reuniões bilaterais" feitas com outras forças políticas à esquerda, nomeadamente PS e BE.

Jerónimo de Sousa falava na sede do PCP, em Lisboa, no final de um encontro com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Questionado sobre o porquê de não se apresentar uma eventual moção conjunta, o secretário-geral do PCP devolveu: "E porque não uma moção separada?".

Antes, o Bloco de Esquerda, pelo líder parlamentar Pedro Filipe Soares, demonstrou "disponibilidade" para uma moção conjunta. Em declarações aos jornalistas no parlamento, citadas pela TVI 24, o bloquista diz haver a "possibilidade real" de tal suceder: "Temos ainda tempo para o fazer. Diz o regimento que a moção de rejeição deve ser apresentada nos dias do debate [do programa do Governo, a 9 e 10 de Novembro]. Falta mais de uma semana até lá, por isso temos tempo para fazer uma boa moção de rejeição", afirmou.

Jerónimo de Sousa foi também questionado sobre o ponto das negociações com o PS, nomeadamente em torno da devolução ou não de rendimentos (salários e pensões) aos portugueses, e realçando que esse é um ponto "importante" reiterou que em prol da "honestidade e seriedade" das conversações não é ainda altura de detalhar um eventual acordo.

"Estamos a discutir a necessidade de medidas urgentes que reponham aquilo que foi cortado aos trabalhadores, reformados, empresários. Como é que chegamos lá? É este o ponto em que nos encontramos", sustentou.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, apresentou na reunião com os comunistas várias "medidas e preocupações" para o sector da educação que, advoga o sindicalista, um eventual executivo à esquerda deve ter em conta.

"Esperamos uma convergência de forças à esquerda", declarou Nogueira, para quem é essencial "poder inverter algumas políticas" tidas pela Fenprof como "extremamente negativas".

Nuno Crato, antigo ministro da Educação, não foi reconduzido no actual Governo que toma posse na sexta-feira, o que prova, advoga Mário Nogueira, que a sua "fidelidade" política e partidária "não resistiu à incompetência e à forma como [Crato] atacou e fragilizou a escola pública".

"Há aspectos concretos que é possível resolver" com os partidos da esquerda, insistiu Nogueira.

A Fenprof solicitou reuniões às direcções dos partidos com representação parlamentar para manifestar as suas preocupações face à situação da educação, e apresentar as suas propostas para o futuro imediato, sintetizadas num conjunto de doze medidas, entre as quais o processo de municipalização iniciado há dois meses em quinze municípios.

A reunião com o PCP foi a primeira, sendo que esta tarde há ainda um encontro com uma delegação do partido ecologista "Os Verdes", que concorreram coligados com os comunistas nas legislativas.

Ver comentários
Saber mais Jerónimo de Sousa PS PCP Bloco de Esquerda moção de rejeição
Outras Notícias