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Jovens recebem Passos Coelho com cânticos, palavras de ordem e protestos

Primeiro-ministro foi recebido na Faculdade de Direito, em Lisboa, com cânticos contra as propinas, quando se dirigia para um auditório onde tinha de fazer um discurso. O primeiro-ministro discursou sobre a Europa. No final da conferência, os protestos voltaram. Junto de empurrões, vaias e gritos.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 18:34
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Foi ao som de “Bolsas sim, propinas não/ neste Governo, não há educação” que Pedro Passos Coelho entrou no auditório da Faculdade de Direito, da Universidade de Lisboa, onde ia discursar esta quarta-feira, 27 de Fevereiro.

 

Além das palavras contra as propinas e dos vários cartazes empunhados, Passos Coelho teve, à sua frente, um coelho morto pendurado numa forca (embora não tenha sido possível confirmar se se tratava de um animal verdadeiro).

 

O primeiro-ministro entrou mas os estudantes continuaram a entoar cânticos e palavras de ordem. No meio, encontrava-se a porta do auditório. Que os elementos da polícia de segurança pública (PSP) estavam a tentar fechar. Entre elementos da segurança pessoal de Passos Coelho e polícia à paisana, contavam-se 20 membros, segundo contas da SIC Notícias.

 

Antes de começar a falar sobre a Europa, no discurso que fez na conferência promovida pela Juventude Social Democrata (JSD), que tinha como tema a reforma do Estado, Passos Coelho teve de esperar até que essa porta se fechasse e deixasse os gritos fora do auditório.

 

O primeiro-ministro encontrava-se já sentado no auditório e os protestos continuavam fora daquela sala, para onde os alunos não puderam entrar.

 

Com a porta fechada, não se ouviam os protestos de fora da sala, o que possibilitou que o primeiro-ministro falasse. Aí, o cenário era sereno, sem interrupções, sem cânticos. O tema principal foi a Europa e os jovens, embora também as funções do Estado tenham sido referidas.


No final, Passos Coelho referiu que é importante que o debate sobre este tema se intensifique e, nesse sentido, falou dos jovens que estavam a manifestar-se. Ao dizer que é essencial debater, o primeiro-ministro referiu que não se pode ficar apenas pela expressão da “impaciência e ansiedade” – “como se passa às portas deste anfiteatro” – mas é também necessário, disse, ter a “informação necessária e preparar o futuro com pés e cabeça”.

 

Saída do anfiteatro tensa

 

Depois do discurso, o líder do Executivo saiu pela mesma porta por onde entrou. À sua espera, continuavam os mesmos jovens – que não se sabe se eram estudantes da Faculdade de Direito.

 

“Estudantes unidos, jamais serão vencidos”, foi uma das expressões entoadas pelo grupo de estudantes. Gritos de “gatuno” e “fascista” também marcaram o momento.

 

Passos Coelho conseguiu sair da sala, no meio de empurrões e de um ambiente muito tenso, conforme mostraram as transmissões televisivas – a emissão da SIC Notícias até ficou sem condições para continuar no local, no meio desta tensão, e a da RTP Informação foi interrompida abruptamente.

 

Esta é mais uma situação delicada para os membros do Executivo que, nas últimas aparições públicas, têm sido recebidos com protestos e cânticos, nomeadamente, a música "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso.

 

(Notícia actualizada às 19h11 com mais informações)

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