Política Líder da JS diz que jovens emigrantes são "refugiados" da incapacidade económica

Líder da JS diz que jovens emigrantes são "refugiados" da incapacidade económica

João Torres defende que as desigualdades aumentaram e que, por isso, é "fácil compreender que uns fiquem cada vez mais pobres e outros cada vez mais ricos".
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Lusa 25 de abril de 2016 às 12:53
O líder da Juventude Socialista (JS), João Torres, criticou esta segunda-feira as desigualdades em Portugal, dizendo que os jovens emigrantes são os "refugiados" da incapacidade económica e social, e defendeu que o actual Governo quer repartir melhor.

João Torres falava na sessão solene comemorativa dos 42 anos do 25 de Abril de 1974 em nome do Grupo Parlamentar do PS, num discurso em que referiu pertencer a uma geração que "não viveu o combate à ditadura de [Oliveira] Salazar e Marcelo Caetano", que "não sofreu na pele perseguições políticas" e que "não experimentou a restrição das mais básicas liberdades em Portugal".

No entanto, logo a seguir, o líder da JS criticou o "galopante crescimento das desigualdades", considerando não ser "fácil compreender que uns fiquem cada vez mais pobres e outros cada vez mais ricos".

"Não é fácil aceitar que o salário de uns seja pouco superior a 500 euros e o de outros superior a 50 mil euros. Não é fácil aceitar que uma elite avolume fortunas imorais em paraísos fiscais quando o cidadão comum mal consegue pagar as despesas do dia-a-dia", disse.

João Torres advogou mesmo que "o desemprego, a precariedade e a emigração representam uma trilogia de sonegação de direitos sociais".

"O desemprego é uma condição primordial na geração de desigualdades, a precariedade corporiza a escravatura reinventada na contemporaneidade e a emigração forçada desestrutura projectos de vida de centenas de milhares de jovens, a quem foi dito que em Portugal não têm lugar. São os 'refugiados' da nossa incapacidade económica e social", sustentou.

Na sua intervenção, o líder da JS lamentou ainda que a voz dos jovens fique "vezes demais para trás" e defendeu que o problema dos jovens com a política "reside em algo extraordinariamente simples: nos resultados da acção governativa".

"Os portugueses podem, hoje, encontrar no Governo do seu país uma inquestionável vontade de corrigir as desigualdades, de devolver esperança a um povo ferido, de recuperar para a Europa o sentido solidário de outros tempos. Para devolver credibilidade à política, urge apontar o caminho para um novo ideal de justiça, não na forma como os sacrifícios são pedidos, mas na forma como a riqueza é repartida", acrescentou.



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