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Lobo Xavier acusa Cavaco Silva de "instaurar o caos"

O ex-dirigente do CDS-PP, António Lobo Xavier, afirmou esta quinta-feira que o Presidente da República "veio instaurar o caos" com a declaração que fez ao país na quarta-feira, já que "não tem uma solução concreta".

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 11 de Julho de 2013 às 13:38
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Cavaco Silva disse na quarta-feira que o actual Governo se encontra em "plenitude de funções" e defendeu um "compromisso de salvação nacional" de médio prazo entre PSD, PS e CDS que permita cumprir o programa de ajuda externa.

 

Durante o programa Quadratura do Círculo, que será transmitido hoje na SIC Notícias às 22h30, Lobo Xavier defendeu que "o discurso do Presidente da República veio instaurar o caos, alongando o período de crise, na medida em que não tem uma solução concreta".

 

Cavaco Silva adiantou na quarta-feira que esse acordo deve prever eleições antecipadas a partir de Junho de 2014 e anunciou que vai chamar "de imediato" a Belém os líderes do PSD, Pedro Passos Coelho, do CDS-PP, Paulo Portas, e do PS, António José Seguro.

 

Para o ex-dirigente do CDS-PP, cujas declarações foram divulgadas esta quinta-feira de manhã pela SIC Notícias, as "condições de solução" apresentadas pelo Chefe de Estado, "parecem impossíveis de satisfazer, nomeadamente a partir das questões do PS".

 

Lobo Xavier considera que vivia-se em Portugal um "prenúncio de caos e parecia que havia forma de recuperar desse caos".

 

Mas, depois do discurso de quarta-feira, o empresário, se fosse um jornalista estrangeiro de economia, "diria que o Presidente da República institucionalizou em Portugal o caos".

 

"Esta solução é uma solução com que ninguém contava. Isto é uma coisa a que podemos chamar eleições antecipadas a prazo e governo semipresidencial (empurrado pelo Presidente, mas que precisa que os partidos digam que sim)", disse.

 

Lobo Xavier rematou a sua intervenção dizendo: "julgava que íamos ser poupados a mais estados de alma pessoais".

 

A declaração do Chefe de Estado surgiu depois de ter ouvido todos os partidos com representação parlamentar e os parceiros sociais e na sequência do pedido de demissão apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, no dia 2 de Julho.

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