Política Louçã diz que UE é projecto assente em "finança selvática" sobre cidadãos 

Louçã diz que UE é projecto assente em "finança selvática" sobre cidadãos 

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã considerou hoje a União Europeia (UE) um "projecto falhado" que "redundou em autoritarismo e finança selvática sobre as pessoas".
Louçã diz que UE é projecto assente em "finança selvática" sobre cidadãos 
Miguel Baltazar
Lusa 25 de junho de 2016 às 11:48

"A Europa é uma questão central", vincou Louçã, que falava aos jornalistas em Lisboa, à entrada para a X Convenção do partido, que se realiza hoje e no domingo no Pavilhão do Casal Vistoso.

 

Depois, o antigo líder bloquista reiterou a sua opinião de que a UE é um "projecto falhado", e Portugal, em concreto, tem um problema com o "euro, o autoritarismo europeu, mas sobretudo um problema de resolver no dia-a-dia as suas prioridades".

 

Nesse sentido, o acordo bloquista com o PS no sentido de viabilizar o actual Governo socialista traçou já um "caminho notável", sustentou.

 

Também à entrada para a reunião magna bloquista, o líder parlamentar Pedro Filipe Soares lamentou uma Europa que "vira as costas às pessoas", mas sublinhou as diferenças entre um eventual referendo ao tratado orçamental e o verificado no Reino Unido na quinta-feira.

"Não se confunda um referendo sobre a construção da UE com tratados para a desistência da UE. Essa é outra matéria, e é para aí que estão a ser atirados muitos povos com as políticas que a UE está a fazer", prosseguiu o bloquista.

 

Também Luís Fazenda, fundador do BE, abordou o ‘Brexit' (saída da União Europeia) - onde os britânicos votaram a favor da saída - à entrada para o pavilhão onde decorrem os trabalhos: "Há vários instrumentos para a determinação da soberania portuguesa e para acautelar os interesses nacionais, o referendo é um deles, nenhum instrumento está na gaveta".

A X Convenção Nacional do BE arrancou hoje, em Lisboa, e será marcada pelas novas responsabilidades do partido desde que assumiu um acordo parlamentar com o PS que permitiu a formação do executivo socialista.

 

De lado ficam, na convenção deste ano, as divisões internas registadas em 2014, e o Bloco posiciona-se agora nas negociações sobre o próximo Orçamento do Estado.

 

Na reunião serão debatidas e votadas três moções de orientação política, sendo que a primeira, afecta à direção, junta as principais tendências do BE, ao contrário do que se passou em 2014 quando a IX Convenção terminou sem uma liderança do partido, após um empate entre as listas de João Semedo e Catarina Martins e a de Pedro Filipe Soares na eleição para a Mesa Nacional.




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