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Luís Montenegro diz que a Comissão Europeia reconhece caminho trilhado pelo Governo

O deputado do PSD considera que as previsões da Comissão Europeia mostram o reconhecimento pela trajectória de crescimento do país, que só a "incerteza política" pode pôr em causa. E fala num "apelo" ao PS para que pense no que anda a fazer.

Miguel Baltazar/Negócios
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Foi com enorme regozijo que o PSD recebeu as previsões de Outono divulgadas esta quinta-feira, 5 de Novembro, pela Comissão Europeia. Luís Montenegro, líder parlamentar social-democrata, disse ver com "satisfação que finalmente a Comissão Europeia venha reconhecer que nós temos condições para chegar ao fim do ano e cumprir esse desígnio nacional de ter um défice de 3% e sair do procedimento por défice excessivo".

 

A Comissão Europeia prevê agora que Portugal registe um défice de 3% do PIB, estimativa que compara com os 3,1% anteriormente antecipados. Já o Executivo mantém a previsão nos 2,7%. Porém, ao contrário daquilo que referiu Luís Montenegro, a concretizar-se o cenário de défice de 3% do PIB, Portugal não sairia do procedimento por défice excessivo.  

 

"Por outro lado, houve também uma revisão em alta do crescimento da nossa economia, o que é positivo", acrescentou Montenegro numa alusão à estimativa da Comissão de um crescimento da economia nacional de 1,7% em 2015, ligeiramente acima dos 1,6% antes previstos. Contudo, a instituição presidida por Jean-Claude Juncker reviu em baixa ligeira o crescimento do PIB português no próximo ano.

 

Para Montenegro o significado das previsões da instituição europeia é claro e confirma que "Portugal esta mesmo num caminho de recuperação e equilíbrio para continuar a ser trilhado nos próximos anos". "Não é campanha eleitoral", atira o deputado do PSD que lembra que "só mesmo a incerteza política que se possa gerar em Portugal pode mudar esta trajectória".

 

Montenegro afiança ainda que as previsões da Comissão Europeia são "um apelo" aos restantes partidos portugueses de que não devem "desperdiçar e deitar fora tantos sacrifícios" feito ao longo da última legislatura.

 

O líder parlamentar social-democrata sublinha que se trata de um "apelo principalmente [dirigido] ao PS", um partido que deve "olhar

As pessoas não quiseram que o PS conduzisse a política do Governo e que António Costa fosse primeiro-ministro.
Luís Montenegro
Líder Parlamentar do PSD

para esta previsão da Comissão Europeia e interrogar-se sobre se aquilo que tem andado a fazer nos últimos dias" poderá ter alguma viabilidade.

 

As negociações em curso entre o PS, BE, PCP e Verdes mereceram repetidos reparos de Montenegro, que considera as conversações "um desrespeito para com os portugueses". Até porque "as pessoas não quiseram que o PS conduzisse a política do Governo e que António Costa fosse primeiro-ministro".

 

No fundo, Luís Montenegro sustenta ser essencial não colocar em causa o "caminho que hoje é reconhecido no plano europeu".

 

Governo não vai aplicar mais austeridade, mas removê-la

 

Em resposta aos jornalistas presentes na Assembleia da República, Luís Montenegro também quis esclarecer que o Conselho de Ministros hoje reunido não irá decidir sobre a introdução de novas medidas de austeridade. "O que o Governo está a programar fazer é remover a sobretaxa de IRS e remover as diminuições salariais da administração pública de forma faseada"

 

E garante que "não estamos a falar de mais austeridade, mas de medidas que se devem prolongar no tempo", embora com menor peso.

 

No entanto, apesar de Montenegro não querer pronunciar-se sobre as medidas concretas em discussão, garante que "são de natureza financeira" e terão como finalidade não colocar em causa "o caminho de recuperação do rendimento".

 

Montenegro conclui dizendo que o Executivo actualmente em funções, cujo programa do Governo ainda não foi aprovado e que poderá ser derrubado já no início da próxima semana, tem total legitimidade para "tomar medidas financeiras que acautelem a vida das pessoas e os compromissos internacionais do Estado". 

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