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Marcelo: "Não se pode esperar 1, 2 ou 3 meses para haver respostas europeias no terreno"

Marcelo Rebelo de Sousa conversou telefonicamente com o homólogo italiano e revelou que Portugal e Itália concordam na necessidade de uma resposta comum e rápida por parte da UE.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 30 de Março de 2020 às 17:56
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O Presidente da República revelou esta segunda-feira ter conversado telefonicamente com o seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, e que ambos concordam na necessidade de uma resposta europeia comum e rápida face à pandemia da covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que "a Itália está convencida que em breves dias entra numa viragem da curva, com menos novos casos, entrando numa evolução mais positiva". 

Já sobre a resposta europeia, ambos os chefes de Estado sublinham que é essencial que "a Europa tenha posições comuns fortes, percebendo a importância da pandemia e percebendo a necessidade de acorrer aos efeitos económicos e sociais".

"Não se pode esperar um mês, dois meses ou três meses, como alguns pensam, para haver respostas europeias no terreno", frisou Marcelo, que falava aos jornalistas após ter recebido representantes da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e da Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

"É muito importante iniciar recuperação no 2.º semestre"

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que ambas as confederações patronais destacaram a importância de que o regime de lay-off simplificado possa ser implementado na prática rapidamente.

 

"É um mecanismo que se colocado rapidamente no terreno pode ajudar imenso" indicaram quer a CCP quer a CTP, disse o Presidente da República.

 

A aplicação rápida do lay-off poderá permitir que no mês de abril, "e depois veremos até que ponto nos meses seguintes", a situação "de muitos trabalhadores é de alguma maneira aguentada por este mecanismo do lay-off", referiu.

 

O chefe de Estado notou que há diferenças entre os setores, sendo que no comércio há uma parte que continua a trabalhar, em particular o comércio alimentar, enquanto no turismo "infelizmente o panorama é praticamente de 0%" de empresas a funcionar.

 

Segundo Marcelo, todos concordam que "o país não pode parar económica e socialmente e é muito importante que no segundo semestre possamos começar a recuperação face a um trimestre pesado, como este que estamos a viver".

 

Questionado sobre medidas para a economia já adotadas, Marcelo retorquiu: "estamos na primeira fase, que é controlar a epidemia. Pelo meio, aguentar a economia e a sociedade, e depois reconstruir a economia face à recessão".

 

"Esta fase atual é a mais difícil, temos tido muitas crises económicas e sociais, agora uma crise de saúde com estas proporções nunca tivemos", concluiu.

Já sobre a necessidade de um Governo de salvação nacional, o Presidente considerou que isso é "um exercício especulativo".



(Notícia atualizada)

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