Política Marcelo quer Passos e Costa até final da legislatura

Marcelo quer Passos e Costa até final da legislatura

"O ideal era que o Governo durasse uma legislatura e a liderança da oposição também", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcelo quer Passos e Costa até final da legislatura
Miguel Baltazar/Negócios
André Veríssimo 22 de janeiro de 2017 às 22:19

O Presidente da República quer um Governo e uma oposição forte, que durem até ao fim da legislatura. Uma mensagem deixada na entrevista à SIC, este domingo à noite, onde Marcelo Rebelo de Sousa também defendeu a descida da TSU.

 

"O ideal era que o Governo durasse uma legislatura e a liderança da oposição também", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. "Para um Presidente da República, sobretudo arrancando nas condições difíceis em que se arrancou (...) é muito importante que o governo seja forte. Por outro lado é importante para um Presidente da República que a oposição seja forte, para ter dois termos de alternativa. O pior é se as coisas não correrem bem e não haver um termo de alternativa", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Numa altura em que crescem as vozes sobre a possibilidade de ocorrerem eleições antecipadas devido à polémica da TSU e de muito sconsiderarem que Passos Coelho tem uma liderança frágil no PSD, Marcelo reiterou que é importante que o "Governo tenha condições para poder governar" e também "fundamental que a oposição seja muito forte".

Não querendo comentar directamente a posição do PSD sobre a recusa em aprovar a descida da TSU às empresas para compensar o aumento do salário mínimo, Marcelo afirmou que o partido liderado por Passos Coelho "é livre de votar como quer", até porque ao contrário do passado, agora "não há memorando da troika".  

O Presidente defendeu ainda que há uma descrispação e "uma distensão da sociedade civil em geral". "[Quando tomei posse] Encontrei um panorama em que todos os dias me perguntavam quando dissolvia o parlamento, se os bolcheviques já tomaram conta do Palácio de Inverno", descreveu Marcelo. Um ambiente que garante ter mudado, elogiando a descida do défice, que diz ficará abaixo dos 2,3%.




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