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Marcelo sugere uma “remodelação de fundo” que represente uma “estratégia nova” no Governo

Comentador da TVI sugere nomes como Fernando Nogueira, Paulo Rangel e Daniel Bessa para integrar o Governo.

Miguel Baltazar
Negócios 01 de Abril de 2013 às 08:43
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Marcelo Rebelo de Sousa recomenda ao primeiro-ministro que acelere uma remodelação governamental “de fundo”, que represente uma estratégia nova para o Executivo, considerando uma “insanidade absoluta” a possibilidade de uma demissão em resultado da decisão do Tribunal Constitucional.

 

“Qualquer que seja a decisão do Tribunal Constitucional uma demissão do Governo ou eleições antecipadas era uma insanidade absoluta, por isso acho que o Presidente devia convocar um Conselho de Estado, sobretudo se a decisão for muito forte contra o Governo. Porque deve ouvir o Conselho de Estado sobre uma situação e cenários para uma situação em que é fundamental não agravar a situação que existe”, afirmou o professor no comentário semanal na TVI.

 

Quanto à remodelação, considera que seria necessário acima de tudo delinear “uma estratégia nova, porque a estratégia que existiu até agora está esgotada. É preciso começar de novo”, disse.

 

Marcelo avança com nomes, começando por dizer que “remodelação sem Miguel Relvas é uma brincadeira. Tem de haver coordenação política forte, provavelmente separando o ministro da Presidência do ministro dos Assuntos Parlamentares. Um ministro da Presidência tipo Fernando Nogueira, uma pessoa fora, um senador, um patriarca. Um ministro dos Assuntos Parlamentares poderia ser Assunção Cristas, por exemplo, se for do partido minoritário, ou pode ser Paulo Rangel se Passos Coelho o convidasse para o Governo e Paulo Rangel dirá que eu estou a queimá-lo, mas não é”.

 

Sobre o ministro das Finanças, reconhece que “está muito enfraquecido” mas a “remodelação tem de aguentar ao colo Vítor Gaspar por causa do peso externo dele”. O ministro “tem de continuar, pelo menos enquanto houver esta renegociação” das maturidades da dívida. Para a Economia, Marcelo sugere uma figura “tipo Daniel Bessa”, que provavelmente também não aceita, “mas alguém que as pequenas e médias empresas apreciem, um homem do norte ainda por cima, e que dê a sensação de abertura à esquerda”.

 

“Não pode ser um jogo de cadeiras, por isso ou Passos Coelho percebe que tem de fazer isto ou não percebe. Se não percebe ele vai arrastar-se penosamente”, referiu.

 

O ex-líder do PSD falou ainda da entrevista de Sócrates à RTP, considerando que o antigo primeiro-ministro “será o polícia mau e Seguro o polícia bom”.

 

“Acho que [Sócrates] vai condicionar António José Seguro, porque é mais eficaz, porque é mais contundente, porque vai dizer que coisas que Seguro não quer nem pode dizer e por ventura nem sabe dizer, porque faz política sem emoção, mas vai ser útil a António José Seguro, porque é bom para ele Sócrates ser o polícia mau para ele ser o polícia bom. É bom ter alguém que de vez em quando dá uma arrochada no Governo e no Presidente, que ele cola ao Governo”.

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