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Marcelo toma posse numa cerimónia que dura três dias

Marcelo Rebelo de Sousa toma posse no próximo dia 9 de Março. A cerimónia dura três dias e será marcada por um périplo entre os palácios de Lisboa, terminando no Porto, para mostrar que "Portugal é mais do que Lisboa".

Miguel Baltazar
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 04 de Março de 2016 às 22:33
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Marcelo Rebelo de Sousa toma posse oficialmente na próxima quarta-feira, 9 de Março, mas o programa de cerimónias oficial prolonga-se até sexta-feira, dia 11. No total, são três dias para oficializar as funções do novo Presidente da República e o hino nacional será ouvido cinco vezes.

A tomada de posse do 19.º Presidente da República abre o primeiro dia e acontece logo às 09:00 horas da manhã, na Assembleia da República. Presentes estarão o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henriques Gaspar, o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim de Sousa Ribeiro, e alguns chefes de Estado estrangeiros. António Costa deverá chegar cinco minutos antes de Marcelo Rebelo de Sousa, cuja chegada está prevista para as 09:35.

Para cessar funções segue-se a chegada de Cavaco Silva, acompanhado de Maria Cavaco Silva, que deixa agora o espaço de Primeira Dama por ocupar.

É tempo de cantar o hino nacional e António Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, dará depois início à tomada de posse. Marcelo Rebelo de Sousa cumprirá assim a tradição, tomando posse com um juramento sobre a Constituição da República Portuguesa.

Marcelo assinará então uma declaração de tomada de posse e compromisso e sentar-se-á à direita de Ferro Rodrigues. Cavaco Silva toma o lugar à esquerda. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, partilhará então a sua primeira mensagem em funções pelas 11:00 e receberá depois os cumprimentos oficiais dos presentes.

À mesa com o Presidente


Pelas 12:20, a cerimónia é transferida para o Mosteiro dos Jerónimos, onde Marcelo Rebelo de Sousa deixará uma coroa de flores nos túmulos de Luís de Camões e de Vasco da Gama, seguindo depois para o Palácio de Belém onde irá almoçar. À mesa estarão, entre outros, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, embaixadores portugueses e "os homens do Presidente", para além dos já presentes na cerimónia de tomada de posse.

Depois do almoço, o Presidente da República segue para a Mesquita de Lisboa, onde estarão o cardeal patriarca de Lisboa e 18 representantes de diferentes confissões religiosas. O antigo Presidente da República, Cavaco Silva, é então condecorado com o "grande colar da Ordem da Liberdade".

Concertos para atrair os jovens

O primeiro dia é encerrado nos Paços do Concelho, junto à Câmara de Lisboa, com um espectáculo musical. O número de concertos previstos suscitou alguns comentários e houve mesmo até quem nas redes sociais falasse de um "Festival Marcelo". A propósito dos comentários, Marcelo Rebelo de Sousa justificou esta sexta-feira à Lusa que o objectivo é "mostrar que os jovens têm de estar ligados à realidade política e perceber a importância da eleição de um Presidente da República e do início de um mandato".

Já o segundo dia, quinta-feira, é reservado à apresentação do corpo diplomático, no Palácio da Ajuda. O terceiro e último dia acontece no Porto para mostrar, de forma simbólica, que "Portugal é mais do que Lisboa", afirmou Marcelo também à Lusa. 

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