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Marcelo Rebelo de Sousa aconselha Passos Coelho a rever o seu discurso

O ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que Pedro Passos Coelho deverá rever o seu discurso, designadamente em matéria de revisão constitucional, alegando que se assiste a uma tendência de travagem na popularidade do partido.

Lusa 10 de Setembro de 2010 às 14:22
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Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas sobre as mais recentes sondagens no final d cerimónia que assinalou a conclusão das obras de requalificação da Escola Secundária Pedro Nunes, na qual foi aluno na década de 60.

"A solução para o PSD é rever o discurso. Penso que na próxima semana, na entrevista a Judite de Sousa, na RTP, Pedro Passos Coelho vai apresentar a versão definitiva da revisão constitucional", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, depois de confrontado com sondagens que indiciam uma recuperação do PS face ao PSD.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, "as mais recentes sondagens confirmam uma travagem da tendência dos últimos meses" em relação ao PSD.

"Com a subida de Passos Coelho à liderança do PSD tinha-se criado uma tendência de subida do partido e de caminho (em algumas sondagens) para perto da maioria absoluta, mas as últimas sondagens mostram que a tendência parou. Ainda não é possível concluir-se que a tendência se inverteu, porque PS e PSD estão praticamente iguais, mas pode dizer-se que a tendência do PSD parou", disse.

Depois, o ex-líder social democrata avançou com uma possível explicação essa travagem do PSD nas sondagens.

"Provavelmente tem a ver com a estratégia de revisão constitucional e com a capacidade de transmissão de discurso do PSD. Isso explica como ao fim de três ou quatro meses de subida do PSD agora se assista a uma travagem muito clara dessa subida do partido", acrescentou.

No final da cerimónia na Escola Secundária Pedro Nunes, que foi presidida pelo primeiro ministro, José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa comentou de forma crítica a carta enviada pela dirigente do PS Edite Estrela aos militantes socialistas, na qual se fazem duras críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, e se apela à mobilização em torno da candidatura de Manuel Alegre.

"Não li esse texto, mas, pelo que me disseram, não é um documento muito inteligente, porque revela fraqueza. Esse documento, no fundo, diz que não podemos votar em Cavaco Silva porque ele no próximo mandato, uma vez reeleito, pode dissolver e dar o poder à direita", observou o professor universitário.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, uma posição neste género, avançada por dirigentes socialistas, "significa não acreditarem no partido e acharem que em novas eleições o PS perde".

"Ou seja, [essa carta] é à partida uma confissão de derrota, o que não muito inteligente. Por outro lado, o teor dessa carta não corresponde à realidade, porque Cavaco Silva foi já solicitado por muita gente no seu partido para dissolver o Parlamento, mas, como se prova, fez muito bem em não ouvir essas opiniões e esses apelos", argumentou.

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