Política Marcelo vai reduzir o número de condecorações no dia 10 de Junho

Marcelo vai reduzir o número de condecorações no dia 10 de Junho

O Presidente da República quer reduzir substancialmente a lista de condecorações no próximo dia 10 de Junho. O objectivo é valorizar apenas os “feitos excepcionais”. Passos Coelho não será condecorado, escreve o Diário de Notícias.
Marcelo vai reduzir o número de condecorações no dia 10 de Junho
Rui Ochoa/Presidência da República
Negócios 20 de abril de 2016 às 11:47

Marcelo Rebelo de Sousa não precisou de muito tempo para mostrar que vai romper com várias tradições da Presidência da República. No próximo dia 10 de Junho, o Presidente prepara-se para mudar mais uma e pretende reduzir de forma "substancial" a lista de pessoas ou instituições agraciadas com condecorações presidenciais. A intenção, escreve hoje o Diário de Notícias, é valorizar apenas os "feitos excepcionais".

 

Para trás deverão ficar as dezenas de condecorações que, a cada 10 de Junho, era habitual serem atribuídas. No ano passado, Cavaco Silva atribuiu 50 condecorações; em 2014, outras 50; e em 2013, agraciou 41 personalidades com este título.

 

Esta, contudo, não é uma tradição iniciada por Cavaco Silva. Segundo um levantamento do DN, o número de condecorações atribuídas por Mário Soares no conjunto dos dias 10 de Junho dos seus dois mandatos presidenciais ascende a 714. Jorge Sampaio foi mais reservado e atribuiu "apenas" 527 condecorações. Cavaco Silva atribuiu um total de 697 condecorações em todos os dias de Portugal dos seus dois mandatos.

 

A lista de condecorados do próximo 10 de Junho, que pela primeira vez vai ser assinalado fora do país, em Paris, França, ainda não é conhecida. Contudo, é já garantido que Pedro Passos Coelho, com quem o Presidente tem uma relação distante, não vai ser condecorado.

 

Condecorar ex-primeiros-ministros é outra das tradições presidenciais, embora com várias excepções – Durão Barroso e Santana Lopes só foram condecorados vários anos depois de deixarem o cargo, e José Sócrates nunca o foi – nem deverá ser agora.




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