Política Maria Luís Albuquerque como líder do PSD? "Não se deve dizer nunca" - DN

Maria Luís Albuquerque como líder do PSD? "Não se deve dizer nunca" - DN

A ex-ministra das Finanças responde que "nunca se deve dizer nunca" a essa possibilidade. Em entrevista ao Diário de Notícias, diz que os serviços públicos "estão em ruptura", defende Carlos Costa e garante que voltaria a aceitar o convite da Arrow.
Maria Luís Albuquerque como líder do PSD? "Não se deve dizer nunca" - DN
Bruno Simão
Negócios 29 de abril de 2016 às 10:39
Garante que não tem vontade, mas também não quer excluir essa possibilidade. Questionada pelo Diário de Notícias sobre se afasta a possibilidade de ser candidata a líder do PSD, Maria Luís Albuquerque responde que "nunca se deve dizer nunca".

"Relativamente a matérias dessa natureza, nunca se deve dizer nunca. Depende muito das circunstâncias. Se me pergunta se tenho vontade ou se tenho essa intenção, não a tenho, mas nestas matérias afirmações absolutas de nunca parecem-me contraproducentes", responde a ex-ministra das Finanças: Maria Luís Albuquerque também afirma que não tem vontade de voltar a ser ministra das Finanças numa entrevista em que acrescenta que, apesar de toda a polémica, voltaria a aceitar o convite da Arrow Global.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Maria Luís Albuquerque questiona as metas inscritas no Programa de Estabilidade e mostra-se céptica em relação às metas de redução de funcionários públicos, numa altura em que os serviços públicos "estão todos em ruptura".

"Não se percebe sequer como é que o objectivo vai ser alcançado porque enquanto no Programa de Estabilidade há a colocação de uma regra que leva a uma redução continuada dos funcionários públicos até 2019, só estabiliza em 2020, ao mesmo tempo o Programa Nacional de Reformas prevê a contratação de funcionários públicos em várias áreas", afirma a ministra.

"Depois, como tem sido afirmado pelo PCP e pelos Verdes, os serviços públicos estão todos em ruptura em todas as áreas, portanto não se percebe onde é que o governo vai de facto reduzir mais agressivamente funcionários públicos, se vai fechar serviços, e isso precisamos de saber", acrescenta.
cotacao Como tem sido afirmado pelo PCP e pelos Verdes, os serviços públicos estão todos em ruptura em todas as áreas, portanto não se percebe onde é que o governo vai de facto reduzir mais agressivamente funcionários públicos.
Maria Luís Albuquerque Ex-ministra das Finanças, deputada e vice-presidente do PSDdo PSD
Recusando dar uma nota ao ministro das Finanças - "o que nos preocupa" é a "falta de qualidade das políticas" - Maria Luís Albuquerque revela "preocupação" com o "crescimento dos pagamentos em atraso" e com a "deterioração do saldo orçamental nos primeiros três meses do ano", recusando a ideia de que os primeiros três meses do ano estejam sobretudo influenciados pelas anteriores políticas. "Houve um conjunto de medidas que acrescem à despesa" que seria executada em duodécimos, justifica.

Ao longo da entrevista, a ex-ministra das Finanças sai em defesa do governador do Banco de Portugal. "É responsabilidade de todos os actores políticos não colocar em causa o regulador do sector financeiro, se a nossa preocupação é a estabilidade", afirma.

cotacao É responsabilidade de todos os actores políticos não colocar em causa o regulador do sector financeiro, se a nossa preocupação é a estabilidade. Maria Luís Albuquerque Ex-ministra das Finanças, deputada e vice-presidente do PSD





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