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Maria Luís Albuquerque: Portugal pediu apenas para que a troika reportasse avaliação do programa grego ao Eurogrupo

A ministra das Finanças diz não se ter oposto ao acordo alcançado entre o Eurogrupo e a Grécia. "Não sugeri a alteração de uma vírgula", garante em entrevista à TVI. Fez apenas uma "intervenção construtiva" e que passou por pedir para que troika reporte a todos os membros do Eurogrupo a avaliação das medidas que serão apresentadas por Atenas.

Bruno Simão
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Fevereiro de 2015 às 20:38
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"Nós estamos muito satisfeitos com o acordo" alcançado esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, no Eurogrupo sobre a ajuda à Grécia porque "mantém a possibilidade de continuar a ajudar a Grécia a enfrentar os problemas" que assolam o país. Foi assim que Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, começou a entrevista à TVI.

 

Questionada sobre as notícias que circularam sobre a oposição de Portugal e Espanha ao acordo, Maria Luís Albuquerque disse: "não sugeri a alteração de uma vírgula" ao acordo, que foi assinado pelos 19 estados-membros da Zona Euro. "A minha intervenção foi muito construtiva e tem a ver com o procedimento", afirmou.

 

E explicou que em causa está a proposta por si apresentada sobre a troika reportar a todos os países a avaliação que fará da lista de medidas de reforma que a Grécia vai apresentar na segunda-feira.

 

"Até segunda-feira o Governo grego tem de enviar uma lista de medidas" que serão posteriormente "avaliadas pela troika." Se avaliação destas medidas for positiva será possível que se iniciem os procedimentos parlamentares nos países que assim o exigem ( Alemanha, Holanda, Estónia e Eslováquia). "A questão que coloquei tem a ver com o procedimento." O que foi pedido por Portugal é que seja "seguido o procedimento habitual", que passa pela "troika reportar  a todos os elementos do Eurogrupo qual foi a avaliação" feita das medidas apresentadas por Atenas. "Este é o procedimento habitual", sublinhou.

 

"O que fiz dentro do Eurogrupo, como sempre faço, foi defender os interesses de Portugal. Fiz uma intervenção de procedimento, que foi construtiva", salientou.

 

"O Governo [português] esteve sempre do lado dos 18 membros do Eurogurpo. E na reunião de ontem esteve do mesmo lado" de todos e prova disso foi o facto de o acordo ter sido assinado por todos.

 

"Ganhámos todos. Em particular a Grécia. Ter sido possivel voltarmos a uma situação de diálogo é clara uma vantagem para todos", salientou.

 

"Aquilo que está no acordo com a Grécia é aproveitar a flexibilidade do programa. Isso foi o que Portugal fez", explicou, acrescentando que houve alturas em que Portugal substituiu medidas que estavam no acordo por outras, o que foi aprovado pela troika.

 

A ministra das Finanças realçou que não se pode comparar Portugal com a Grécia, até porque Lisboa já terminou o programa há quase um ano. "Estar a comparar não faz sentido."

 

Questionada sobre se corrobora as críticas de que é uma boa aluna do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, Maria Luís Albuquerque rejeitou esta análise. "Não me considero aluna do ministro Schäuble. Sou colega." E realçou que, uma vez que o acordo com a Grécia foi subscrito por todos os países, "podemos dizer que estamos colados à França, Itália..."

 

(Notícia actualizada às 20h45 com mais declarações)

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