Política Marinho e Pinto abandona Bruxelas em 2015 para se candidatar às legislativas

Marinho e Pinto abandona Bruxelas em 2015 para se candidatar às legislativas

As legislativas e presidenciais terão Marinho e Pinto como candidato. Ao Jornal de Notícias, diz que abandona o Parlamento Europeu no próximo ano. Apesar das críticas aos salários, o advogado não prescinde dele: "sou pobre, preciso do dinheiro, tenho uma filha no estrangeiro".
Marinho e Pinto abandona Bruxelas em 2015 para se candidatar às legislativas
Negócios 08 de agosto de 2014 às 12:19

Marinho e Pinto foi eleito para membro do Parlamento Europeu em Maio. Três meses depois, já tem data marcada para abandonar o cargo: dentro de um ano. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados quer candidatar-se às eleições legislativas. E, mais uma vez, abre as portas a Belém.

 

"Tenciono candidatar-me à Assembleia da República, onde faço mais falta para resolver os problemas políticos dos portugueses", disse Marinho e Pinto ao Jornal de Notícias. "Os problemas nacionais são mais graves que os europeus", acrescentou.

 

Eleito pelo Movimento Partido da Terra nas eleições europeias de Maio (que obteve 7,1% dos votos, elegendo dois eurodeputados), Marinho e Pinto não esclarece ao jornal se irá candidatar-se pela mesma força política no sufrágio para o Parlamento nacional.

 

"Isto sem prejuízo de, depois, poder candidatar-me às presidenciais", avisa Marinho e Pinto sobre as eleições para Belém, que irão decorrer em 2016.

 

Para o eurodeputado, não está em causa defraudar as expectativas de quem votou nele. "Continuo na luta". "A guerra tem várias trincheiras".

 

Além da vontade de se candidatar para órgãos nacionais, o advogado diz ao Jornal de Notícias que tinha motivos para estar desiludido com Estrasburgo. Só não está porque não tem "idade para ter ilusões". "Sai[o] menos europeísta do que entrei". "O elemento agregador da Europa não está nos ideais, nem nas políticas, mas no dinheiro. E eu não acredito numa organização construída em torno desse dinheiro", diz.

 

Aliás, uma das críticas que faz nas declarações à publicação é dirigida aos salários pagos aos eurodeputados, "muito acima da média salarial dos cidadãos representados". Pensa prescindir do seu ou partilhar a verba? "Não sou a favor da caridadezinha", começa por dizer. "Eu sou pobre, preciso do dinheiro, tenho uma filha no estrangeiro".




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