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Marques Mendes afasta regresso à vida política

Morais Sarmento lançou recentemente o nome de Marques Mendes como possível candidato à liderança do PSD. O comentador político já afastou essa hipótese.

Mas a 23 de Outubro, o conselheiro de Estado Marques Mendes diz na SIC que os gestores da Caixa ficariam dispensados da apresentação da declaração de património no TC. O assunto chega assim à praça pública. Dois dias depois, o Ministério das Finanças admite que essa omissão 'não foi lapso', indicando que houve intenção de o fazer. É por esta altura que a lei 4/83 começa a ser referida na imprensa como aplicando-se na mesma aos gestores da Caixa.
Mariline Alves
Marta Moitinho Oliveira martaoliveira@negocios.pt 15 de Dezembro de 2016 às 14:02
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"Já tive uma agenda no passado mas deixei de ter. Eu já estive na vida política mas já deixei de estar e a ela não vou regressar". É com esta declaração feita ao Jornal Económico que Marques Mendes afasta uma possível disponibilidade para se candidatar à liderança do PSD.

O comentador político da SIC falava dias depois de Nuno Morais Sarmento ter lançado o seu nome para suceder a Passos Coelho e numa altura em que segundo a imprensa as águas se agitam no PSD perante a queda do partido nas sondagens.

A 29 de Novembro, Morais Sarmento lembrou aos microfones da Rádio Renascença o que "já
 disse várias vezes: tenham atenção a Santana Lopes e Marques Mendes". 

"Em vez de olharem para o campeonato regional, olhem para a primeira liga", alertou, desafiando Santana e Marques Mendes a pronunciarem-se sobre a questão. "Valerá a pena perceber qual é a posição deles", afirmou, acrescentando que Marques Mendes "será coagido por alguém a olhar para o tema". 

Num vídeo publicado esta quarta-feira pelo Jornal Económico, o conselheiro de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa responde a Morais Sarmento. 


"Acho que só pode fazer comentário político quem a dada altura já não tem uma agenda. Eu já tive uma agenda no passado mas deixei de ter. Eu já estive na vida política mas já deixei de estar e a ela não vou regressar. Só desta forma desprendida é que eu julgo que se pode fazer [comentário político] com a isenção possível, porque a isenção é sempre muito relativa", afirma o ex-líder do PSD. 

Marques Mendes contextualiza também a forma como deve ser entendido seu comentário político que faz aos domingos à noite na SIC. "Agora não tenho mais nenhuma pretensão que não seja mesmo esta. Não é exercer nenhum poder. Não é ter nenhuma agenda. Não é criar condições para me candidatar a coisíssima nenhuma. É apenas um exercício que faço, com prazer por um lado, com responsabilidade por outro, para poder ter alguma utilidade, para algum público."

No final de Outubro, o líder do PSD foi ao Conselho Nacional do partido avisar que não deixará a liderança do PSD e desafiar os críticos internos a aparecerem. "Não sou daqueles que faz birras e que se vai embora porque não está para se maçar", disse o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho.

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