Política Marques Mendes: “Centeno é um grande trunfo eleitoral do PS.” Costa precisa de Centeno para as eleições

Marques Mendes: “Centeno é um grande trunfo eleitoral do PS.” Costa precisa de Centeno para as eleições

Marques Mendes dedicou este domingo um tempo significativo a Mário Centeno. Falou sobre o histórico défice, o aumento da carga fiscal e o papel que poderá ter nas eleições.
Marques Mendes: “Centeno é um grande trunfo eleitoral do PS.” Costa precisa de Centeno para as eleições
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Negócios 31 de março de 2019 às 20:59

Portugal fechou 2018 com um défice de 0,5% do produto interno bruto (PIB), um valor que só encontra semelhanças antes do 25 de abril. Luís Marques Mendes destacou este feito no seu comentário político semanal na SIC.

 

O comentador considera que, apesar de a conjuntura ser benéfica para este resultado, "o certo é que Mário Centeno conseguiu. E, sobretudo, teve o mérito de não ceder às pressões despesistas, em prol de défices maiores."

 

Esta conquista dá credibilidade e uma almofada ao país para enfrentar eventuais crises futuras.

 

Sobre a permanência de Mário Centeno no Governo, Marques Mendes considera que a concorrer à eleições será um grande trunfo eleitoral de António Costa. O político vai mais longe salientando que "é muito raro ver-se esta situação: é o primeiro-ministro que precisa do ministro das Finanças, não é o ministro das Finanças que precisa do primeiro-ministro."

 

Marques Mendes destaca precisamente a "popularidade e credibilidade" de que Mário Centeno goza.

 

Mas nem tudo foi elogios. Marques Mendes recordou um outro dado conhecido recentemente: a carga fiscal aumentou. "Vítor Gaspar tem a fama mas Mário Centeno tem o proveito", destacou o comentador político. Mais grave do que manter um "esforço fiscal claramente exagerado" é ter desperdiçado uma oportunidade. Isto porque "não tendo havido nestes últimos anos uma diminuição da carga fiscal, dificilmente isso sucederá nos próximos tempos", uma vez que se prevê que a economia abrande e, nesse cenário, dificilmente um ministro das Finanças arriscará baixar a carga fiscal.

 




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