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Marques Mendes: Governo já prevê contração de 9% em vez de 6,9%

O Governo está a trabalhar com cenários de evolução do PIB menos positivos e prevê agora uma queda maior e uma recuperação mais lenta, diz Luís Marques Mendes.

#23 - Marques Mendes
Negócios jng@negocios.pt 26 de Julho de 2020 às 21:12
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O Governo "está já a trabalhar com previsões de evolução do PIB e do défice público" menos positivas e com um cenário em que o défice apenas terá de ser inferior a 3% do PIB em 2022, disse este domingo Luís Marques Mendes no habitual espaço de comentário na SIC.

Segundo o antigo presidente do PSD, o Executivo liderado por António Costa estima agora uma quebra de 9% no PIB este ano, tal como o Negócios já tinha avançado, e uma expansão de 5% no próximo ano e de 4% em 2022. Isto significa, sublinha Marques Mendes, que o Governo antecipa "uma queda mais acentuada do que as previsões iniciais apontavam e uma recuperação mais lenta do que se imaginava".

Mas também o défice sofre uma atualização mais gravosa nas previsões, acrescenta o comentador. O défice este ano deverá ser de 7,1% do PIB, evoluindo para 3,9% em 2021 e para 2,6% em 2022. Marques Mendes frisa que, as orientações da Comissão Europeia são de que o limite do défice inferior a 3% só volta a ser obrigatório quando o Estado-membro registar um PIB ao nível do de 2019.

Ou seja, no caso de Portugal, a regra será cumprida apenas em 2022, ano em que o país conseguirá anular o impacto negativo da pandemia da covid-19.

De acordo com o cenário macroeconómico que constava da proposta do Orçamento Suplementar, o PIB deveria contrair 6,9% este ano, enquanto o défice, após a aprovação de alterações pelo Parlamento deveria ficar "perto de 7%", conforme afirmou o ministro das Finanças, João Leão.
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