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Militantes do CDS-PP já sabem como defender a aquisição dos submarinos

Para combater a "desinformação" de que o CDS-PP tem sido alvo na questão da compra dos submarinos, Paulo Portas enviou um e-mail aos militantes do partido onde expõe o "argumentário" que deve ser utilizado na sua defesa.

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 11:07
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Paulo Portas - presidente do CDS-PP e ministro da Defesa aquando da compra dos dois submarinos –, por considerar que “a capacidade submarina tem sido envolta em controvérsias e demagogias”, decidiu enviar um e-mail aos militantes do partido onde expõe a defesa da compra dos submarinos e convida todos os militantes a utilizar a mesma argumentação “nos locais de trabalho, aos amigos, nas participações cívicas”, segundo avança hoje o “i”.

Para o presidente do CDS-PP, “é importante saber a história toda” e por “história toda” leia-se não só a chegada do submarino Tridente a Portugal (ontem) ou a tomada de decisão final, mas também o início do processo que, segundo a comunicação de Paulo Portas, remonta a 1993, data em que foi feita a primeira declaração de intenção de aquisição de novos submarinos.

Depois disso, em 1998, o governo de António Guterres lançou o concurso para renovação da capacidade submarina. Paulo Portas adianta que o concurso socialista previa a aquisição de três ou quatro submarinos num negócio avaliado em cerca dos dois mil milhões de euros.


A defesa da compra dos submarinos que Paulo Portas disponibiliza aos seus militantes não passa assim apenas pela necessidade dos mesmos – motivada por uma frota já envelhecida que foi adquirida em 1962 e pelo facto de em 2010 fazer 100 anos que Portugal tem submarinos – mas também pelo facto de a mesma ter sido herdada pelo governo de que Portas fez parte.

Lino Ramos, secretário-geral dos centristas, defende, em declarações ao “i” a intenção de que “os nossos militantes estejam a par da realidade e não do discurso que nos querem colar”. Para o secretário-geral o envio do e-mail faz parte “do envio periódico de informação aos militantes” e “insere-se na política de informação do partido”.

“Se duas pessoas estiverem a discutir a questão da compra dos dois submarinos, e se uma for do CDS, esperamos que forneça ao interlocutor a informação correcta”, conclui Ramos ao “i”. A divulgação do “argumentário” (termo utilizado na comunicação) não se cinge ao correio electrónico, uma vez que Paulo Portas também optou por disponibilizá-lo na sua página pessoal no Facebook.
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